sexta-feira, 7 de junho de 2013

PARABÉNS - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - AQUI 01jun2013

PARABÉNS


Há muito acho curioso o costume do brasileiro de “dar” os PARABÉNS ao aniversariante, por ocasião da chegada de sua data natalícia. Uma análise rápida em outros idiomas não muito distantes, e observamos sempre um desejo de felicidades; FELIZ ANIVERSÁRIO, em tradução geral e generalizante.

Embora sobreviver já não seja tão difícil quanto há dez mil anos, chega a ser bonito considerar uma conquista o fato de vencermos mais um ano de vida..

Perguntarão alguns, e perguntar não ofende, ou pelo menos não deveria, “parabéns pelo quê, se eu nem pedi pra nascer?!”. Vai saber..., que tal pedido eu não me lembro de haver feito, embora não desacredite. Mas sei que peço força a Deus e ao Universo (caso sejam a mesma coisa, caso não; ainda não há consenso entre Ciência e Religião) todos os dias para vencer mais um. E tal força me tem sido dada, pela qual sou, acima de todas as coisas, GRATO.

A mim, Ricardo, pareceu pouco, no entanto e no momento, o simples fato de sobreviver para merecer os PARABÉNS.

Hoje, 01 de junho, é meu aniversário.

Hoje, 01 de junho de 2013, é o primeiro dia do meu segundo ano livre do maldito cigarro.

Completei ontem 365 dias sem dar um bendito centavo para a Souza Cruz, Philip Morris e/ou afins. Eram dois maços de Carlton (Dunhill) por dia. Façam as contas....nem sei mais quanto está custando.

Tentei descobrir quantos quilos de carbono eu deixei de lançar na atmosfera, ao deixar de queimar 40 cigarros todos os dias. O Google não entendeu direito a minha pergunta. Mas descobri que eu poluía quase três vezes mais do que uma motocicleta Harley Davidson acelerando. E gera muito menos adrenalina...

Por este motivo, sim, recebo com satisfação, orgulho e GRATIDÃO os PARABÉNS!

PAZ!!!
...com Deus!!!

Ricardo Lemos é um tabagista em recuperação

NÃO FAZ MAIS QUE A OBRIGAÇÃO - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - AQUI 25mai2013

“Tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda!”
(Roberto/Erasmo)

NÃO FAZ MAIS QUE A OBRIGAÇÃO

E é mais que certo que estamos sempre a ouvir a frase do título acima, invariavelmente acompanhada de um nariz torcido, um encolher de ombros e um ar de desdém que remete qualquer pessoa ao pior lado dos 13 anos de idade.

A citação do Roberto é, acima de tudo, apenas uma citação de Roberto (e Erasmo); se nada mais no texto valer a pena, vale o Roberto. Mas que seja sempre portador de bons augúrios, logo à entrada, o nosso querido Rei.
Mas se analisarmos com um rigor não muito interessado, pra não despertar a atenção dos altos críticos de plantão, temos 250 ARTIGOS, só em nossa Constituição. Perdoem-me a rima, que não foi por intenção.

250 caputs, sem contar os inúmeros parágrafos, itens, incisos, caninos, molares etc.

Até o Google teve dificuldade de me responder; imagine um especialista...
O fato é que FAZER A OBRIGAÇÃO em terras brasileiras não é lá das tarefas mais simples. E, quanto mais complicada a legislação, maiores as brechas: maior a parte do ladrão, a esculhambação, a impunidade, a falta de decoro e o desrespeito à população.

Polícia prendendo ladrão.
Religioso pregando religião.
Político combatendo corrupção.
Seleção batendo um bolão.
Liberdade de expressão.
Todo respeito ao cidadão.
Comida, saúde, trabalho, segurança, educação...

Começa por aí. Colocando assim, soa como sonho. Mas não é mais que a obrigação, de quem um dia jurou defender a República e a Constituição:
Art. 5º TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, GARANTINDO-SE (...) A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À IGUALDADE (de novo), À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE... sem aspas, porque o texto é meu, também. E seu, querido leitor.

E, pra começo de conversa, fazê-lo valer já é um começo e tanto.

PAZ!!!
...com Deus!!!

Ricardo Lemos é advogado (do diabo), engenheiro (de obra pronta), contador (de causo); um sobrevivente, como você.

INFRA - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - AQUI 18mai2013


Não existe ideologia ruim.
É mais ou menos como religião, futebol:
Você concorda ou não...
E a única coisa realmente imutável
É que
Dependendo do preço
Você pode sempre mudar de opinião.

INFRA
Acho digno ver o Lula e a Dilma na TV, estimulando o consumo, para dar um tapa nos números do crescimento econômico nacional; no Japão também se faz a mesma coisa. E com muito menos charme, convenhamos. E que a diferença entre consumo e consumismo fique por conta da Educação...

...que parece enfim haver chegado à conclusão de que se deve alfabetizar a criança até os oito anos de idade. Pra falar a verdade, desde que me entendo por gente, e leio desde menos de sete, embora ainda esteja aprendendo, nunca me ocorreu que pudesse haver outra idade ideal... enfim, pólvora inventada, vamos colocar essa molecada na escola, pra escrever, ler e PENSAR, que eu preciso vender livros...

E que todo esse ESCREVER, LER e PENSAR nos possibilite entrar, enfim, nesse grande conflito mundial que envolve E.U.A. e Coreia...

A do Sul, caro leitor... a ameaça do Gang Non-Style nortista, de soltar uns fogos diferentes no aniversário do falecido e ditatorial avô há muito já morreu no noticiário.

A guerra que não cessa, mesmo, e que se acirra a cada momento, é entre o iPhone (Apple – Americano) e o Galaxy (Samsung – Coreano).

A China já está lá (e não estou me referindo ao Shing Ling); Japão, Finlândia.
Quero ver o Brasil entrando nessa guerra de smartphones, com tecnologia tupiniquim e competitividade de porco neocapitalista global.

Mas só depois que dermos um jeito no escoamento da produção de soja, petróleo, minério de ferro, frangos, blocos de granito.

Somos uma nação caminhando para 600 anos de vocação MERCANTILISTA.

Meio milênio exportando matéria-prima.

E ainda não conseguimos fazer direito...

E ainda importamos gasolina...

Ricardo Lemos é pai do Gabriel e do André, filho da Ineyde e do José Martins, namorado da Ana Raquel, jornalista,blogueiro, músico, compositor, escritor... um filho de Deus, BRASILEIRO como você...

SUA BÊNÇÃO, MÃE - Dia das Mães - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - AQUI NOTÍCIAS 10MAI2013


SUA BÊNÇÃO, MÃE!
Lá vem o dia delas, novamente... é amanhã; o que me faz concluir desesperadamente que Maio já chegou de novo, daqui a pouco o inverno bate à porta, ou não, que não é todo ano que ele vem, e estou desconversando pra não admitir que ainda não comprei o presente da minha.

“Filho desnaturado!”, podem se apressar em dizer os críticos mais atentos e afoitos.

Ou brasileiro dos bons, daquele tipo que deixa tudo pra última hora, até mesmo presente de mãe, amor da primeira e de todas as demais horas, enquanto horas houver.

E nem cabe mais aquele discurso de que precisamos nos libertar do jugo do ter sobre o ser, da sanha desenfreada do capitalismo selvagem, condenando chineses à miséria absoluta e ianques a uma cômoda e abastada situação de domínio mundial; consumo deixou de ser pecado e agora é patriotismo.

Depois de ver o jogral na TV, dizendo um que “os brasileiros já aprenderam”, completando outra “que é possível ter sempre mais”, voltando para o primeiro, que lista sem contar nos dedos “depois da geladeira, a casinha, o carro” e por aí vai, fiquei até sem jeito de esquecer a lembrancinha daquela que me ensinou os primeiros e mais importantes princípios de amor, solidariedade, respeito, ética e honestidade. Sob pena de ser tachado de reacionário.

Não que ela vá se importar tanto assim, visto que com ela aprendi que SER é muito mais importante do que TER. Mas o imposto pode fazer falta, se o produto sobrar na prateleira, e olha eu, sob a pretensa escusa anti consumista (obsoleta, como já se pôde notar), apertando o botão que há de lançar no desemprego um cidadão brasileiro recém resgatado da miséria.

Uma lembrancinha que seja, né?!

Afinal de contas, amor de MÃE continua sendo uma das poucas unanimidades entre nós, os humanos. Imutável, no bom sentido: entra geração, sai geração, e ele continua lá, do mesmo jeitinho.

Os políticos brasileiros também, né?!
No mau sentido...

FELIZ DIA DAS MÃES!!!

PAZ!!!
...com Deus!!!

Ricardo Lemos é pai do Gabriel e do André, filho da Ineyde e do José Martins, jornalista, blogueiro, músico, compositor, escritor, adora café e estrada.

sábado, 4 de maio de 2013

FELICIANO E A CURA GUEI - BARDOADAS - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - 04 DE MAIO DE 2013



BARDOADAS

E, no final das contas, vá-se lá saber quando é que terminam as contas, se ė que o fazem um dia, na vida de qualquer indivíduo; mas ė possível que, passados os momentos de estúpida comoção fanática, qualquer que seja seu lado ou cor, cheguemos à conclusão de que Feliciano, além de te representar, sim senhor(a), acabou prestando um importante serviço à sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, por trazer à tona a discussão, há muito "tafuiada" bem no fundo desse armário secular, sobre o quão importante é para a sociedade brasileira quem enfia o quê no buraco de quem.

Tão gratificante ver toda aquela gente séria e engravatada discutindo esse assunto de vital importância para a soberania nacional. E, o que é ainda melhor: recebendo pra isso. O SEU DINHEIRO... E eu não estou me referindo ao dízimo, mas ao óbolo inescapável que se deve ao de(u)s governo. A César o que é de César. E adeus...

E pensar que tanta gente se indignou com a candidatura do Tiririca... Que disparate, um palhaço no Congresso!

Faz tempo que perdi o medo de palhaço...

Foi mais ou menos quando deixei de acreditar em Papai Noel, embora o tanto de gente adulta e séria tentando me convencer de que eu não devia. Sinto muito, companheiro!

Em Papai Noela (é assim mesmo que escreve???), por outro lado, eu nunca consegui acreditar... Quiçá pelo tanto de fezes que as renas deixaram no telhado, nos natais anteriores. Isso pra não mencionar tapetes.

E olha o coisa ruim desviando o assunto, pra temas corriqueiros e sem importância: de SEXO falávamos; da vil e perigosíssima SACANAGEM, praga moral de inimaginável monta que assola o país.

Feliciano levantou a lebre, abriu a porta do armário e colocou a gente de bem deste país pra se perguntar, afinal, qual é a relação entre MORALIDADE e SEXUALIDADE. E a perceber, quem nunca tinha pensado nisso, que, enfim, são coisas totalmente distintas.

E boa parte dessa gente vem chegando à conclusão de que o que se enfia no bolso tem muito mais relevância do que o que se enfia no buraco (de quem quer que seja).

Claro que muita gente há de discordar.

Paciência e tolerância...

Tem muita gente que ainda pensa com a cabeça de baixo...

Ricardo Lemos - pai, filho, namorado, amigo, geminiano, escritor, cantor, compositor, cozinheiro, blogueiro, inquieto e sempre com algo a dizer. Um filho de Deus, como você. Leia mais em  facebook.com/ArroubosLiterarios  e  arroubosliterarios.blogspot.com.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

C'MON BABY, LIGHT MY FIRE

"Em nome de Deus, eu lhe asseguro, irmã:
Isso vai doer mais em mim do que em você."
Atada ao feixe de lenha, em êxtase,
Joana mal ouviu as palavras de seu piedoso algoz.

Melhor pra ela.
Logo acima
Ele
Que tudo escuta
Meneou a cabeça e balbuciou:
Que assim seja!

Mas o padre não ouviu,
Pelo crepitar da tocha redentora que trazia à mão.
Ou por estar por demais concentrado,
A serviço de seu senhor,
No desempenho de sua corajosa missão.

"E se puderes nos poupar das lágrimas...",
Pediu o piedoso à perigosa infanta;
"Hoje te fazemos bruxa;
Amanhã te chamaremos SANTA."

FÉ e ZÉ

Não te enganes:
Por mais que creias
Por mais que rezes
Sem respeito ao semelhante
Fé com fé
Termina em fezes

sábado, 27 de abril de 2013


BARDOADAS (?!)

Salve, galera do bem!!!

Que o dia seja repleto de boas surpresas!!!

A surpresa de um sorriso onde se esperava uma carranca...

De flores, onde espinhos seriam mais lógicos...

De música, em lugar de gritos...

Da vitória sobre nossas próprias mazelas.

Deus está presente em nossas vidas a todo momento, embora teimemos em permanecer de olhos fechados...

Surpreendamo-nos com o Seu AMOR e POLINIZEMOS!!!

PAZ!!!
...com Deus!!!


X-X-X-X-X-X-X-X









(CAMINHANDO E PLANTANDO)










falei de cinzas,
das chamas não precisei...
falei de quedas,
recomeços,
andares e retropeços.
só esqueci de te contar que eu sei voar.
mas essas coisas a gente não sai por aí falando.
bate asas e vai...
falei também de sóis,
de horizontes e de paz.
pena que não ouviu:
o chão te interessa mais...



Compilação : Ana Raquel Cypriano Ferreira (Sílfide)
Obrigado!!!



segunda-feira, 22 de abril de 2013

PRA NÃO DEIXAR PASSAR EM BRANCO - FILOSOFIA DE BUTIQUIM - 20 DE ABRIL DE 20013


PRA NÃO DEIXAR PASSAR EM BRANCO

De repente é a agonia de um cursor piscando numa tela em branco, como uma folha de papel inexistente, a me desafiar com desdém:

- Que notícias me trarás hoje, meu caro escritor?! Que belas palavras formarão estas letras que tens à frente?!

E eu vasculharei os refolhos da mente, os mais recônditos esconderijos de ideias; daquelas que parecem geniais, num primeiro momento, mas se perdem no turbilhão do dia-a-dia, nas correrias muitas, do trânsito, das contas a pagar, dos aborrecimentos. Aí vem a guia do exame, a notificação da multa, o boletim com a nota vermelha de anos atrás... tudo se mistura e se desfaz. E o cursor a piscar, impiedoso.

Na memória das notícias da semana, fora o fato de ser a Semana do Rei, em que o reino cachoeirense se desdobra entre o desbunde e o desdém, muito não há o que falar.

Esse cara é ele, a despeito de tantos despeitos. E não há o menor sinal de surgimento de outros reis no horizonte. Não se fazem mais reis como antigamente, isso é certo. Rei vivo, rei posto. Depois de mais de uma vez morrer e ressuscitar, toma conta novamente da trilha da novela das nove, e do imaginário popular. Não se é rei à toa.

Segue a pergunta inclemente, dessa página já não mais tão em branco: “que notícia relevante me trarás nesta manhã de sábado, nobre escritor de cotidianices e desimportâncias?!” – já em tom de insolência, e eu sem saber se é o papel ou a minha impotência.

Por fim, darei de ombros, farei um muxoxo e passarei o resto do dia tentando tecer desculpas pela falta de assunto.

Estamos vivos, respiramos, ainda há água potável no mundo.

Gente se mata na Síria e na porta da minha casa. Gente nasce. Gente se conhece, namora, casa, separa, briga, se xinga, se elogia, se cutuca nas redes sociais, comemora que é sexta, chora que é segunda.

E a notícia é só essa : VIDA que segue, sem maiores sobressaltos, na maior parte do tempo.

E enquanto há vida, há esperança...

Longa vida ao REI e a todos os seus súditos!!!

PAZ!!!
...com Deus!!!

Ricardo Lemos é músico, compositor, escritor, jornalista e fã do Roberto Carlos.

O REI E EU - CADERNO ARTEFATO - 21 DE ABRIL DE 2013



O REI E EU

Tinha tudo pra ser apenas mais uma segunda-feira: cursinho de Inglês das nove às dez da manhã, mãe na porta esperando em seu fusquinha cor de creme, correr pra casa, terminar o dever, banho, almoço e Kombi da escola... UFA. Eu, então, com menos de 10 anos, num tempo em que ainda se achava estacionamento na 25 de Março. A “novidade” da semana anterior já esfriara para nós: um show do Roberto Carlos no Campo do Estrela movimentara a cidade por alguns dias, causando burburinho e falatório; mas já parecia ter acontecido em outra era e outro planeta, sabe como é cabeça de menino...

Quando, de repente, já no fusquinha, no caminho de volta à casa, a mãe vira a cabeça ao passar de um carro e grita:

- O ROBERTO!!!

Ao grito seguiu-se uma guinada, dessas que a gente só vê em filme americano, e eis-nos em perseguição ao carro que conduzia o Roberto Carlos...

Minha mãe conseguiu se meter entre o carro do Rei e o dos guarda-costas, que não gostaram nada disso, mas não fizeram mais do que muxoxos e balançar de cabeças; segue o cortejo, atravessando a Ponte Municipal, direita na Rua Moreira, esquerda na padaria do “Seo” Times, quebra uma pra cá, dobra uma pra lá e eis-nos no largo da Matriz Velha, estacionando.

Era ele, mesmo!... eu, que nunca tinha visto rei nenhum de perto, respirei aliviado ao perceber que aquele que descia do carro, entrava de cabeça baixa na igreja, caminhava meditativo pelo corredor principal, pra lá e pra cá, perguntava como era mesmo que chamava aquela igreja, era tão de carne e osso quanto qualquer um de nós.

É claro que os ditos guarda-costas, já de olho em nós, pelo baile recebido no trânsito, estavam à porta da igreja, garantindo a privacidade do Rei em seus momentos de silêncio e reflexão. Mas uma senhora muito simpática e conversada veio ter conosco, e eu quase tive um treco, quando descobri que se tratava de ninguém menos do que a LADY LAURA, da música. E como é que se chama mãe de rei?! Mãejestade?!

Foi ela, então, que gentil e alegremente nos apresentou aio Rei, quando este saía da igreja. 

Rimos amarelissimamente, minha mãe, eu e minha irmã; sei que pedimos autógrafos, mas não tínhamos uma folha de papel à mão, sequer um embrulho de pão, para recebê-los; no talão de cheque, única fonte de papel na bolsa de minha mãe, não dava...

Ficamos sem autógrafo. Foto, então, à época, nem pensar: era artigo de luxo.

Ganhei uma festinha do Rei e um beijo na testa. E esta história pra contar.

O Rei ganhou mais um fã.

Sorte minha...

Ricardo Lemos é filho, pai, namorado, escritor, jornalista, músico, compositor, geminiano, ruim de bola, fã do Rei... enfim, um filho de Deus, como você.


domingo, 14 de abril de 2013

FILOSOFIA DE BUTIQUIM - VAI UM CAFEZINHO?! - 16 DE MARÇO DE 2013


VAI UM CAFEZINHO?!


A frase acima, à guisa de título, pode ter milhares de significados.

Em filme americano, ela geralmente aparece disfarçada de
“Não quer subir, pra tomar um café?!”, fingindo despretensão.

Visualize a cena: casal em primeiro ou segundo encontro (ou décimo-segundo), o carro estacionado à porta do prédio, pode estar caindo uma garoa, faz um pouco de frio lá fora. Eles riem bastante. (Todo casal em início tem dessas bobagens, de rir bastante, se é que há rir que baste, desde que se convencionou que se trata talvez não do único, que disso sempre se pode duvidar, mas dO MELHOR REMÉDIO que há...) E o convite apenas surge, com cara daquela pergunta da qual acabamos de nos lembrar. Uma vez aceito, todo mundo já sabe o que acontece, né?! A cena invariavelmente termina em abajur e música suave.

No Brasil, o cafezinho tem o valor de um afago, de um “bom dia”, de um desejo bom. Tem sabor de carinho.

Carinho é pouco...

Está é CARÍSSIMO!!!

Ontem saí assustado do supermercado, ao tentar me convencer de que é NORMAL pagar QUATRO REAIS em um pacote de 250 GRAMAS de pó de café. De um café do qual vivemos a nos vangloriar de ser o maior produtor... Ou o melhor, sei lá... Que é plantado e colhido, torrado e moído ALI. Em dia de mais vento, dá até pra sentir o cheiro.

Oferecer um cafezinho já é, sem sombra de dúvida, muito mais do que um carinho; foi promovido a declaração de amor. Isso no Brasil. Nos EUA, continua significando sacanagem.

Aqui a sacanagem é de outro tipo.

Quer mais o quê?!

Somos autossuficientes em petróleo, vivemos anunciando isso aos quatro ventos e cantos do mundo. E a nossa gasolina é uma das mais caras deste mesmo mundo. Dizem as “mais” línguas que está quase mais barato manter a Curiosity em Marte que um carro mil no Brasil...

E orgulhosos pioneiros e líderes mundiais no desenvolvimento de biocombustíveis. E o álcool mais barato que eu consigo encontrar sai a 2,40 o litro, a 500 metros da usina cujo cheiro eu também sinto de casa...

Açúcar ou adoçante?!


FILOSOFIA DE BUTIQUIM - ESSE CARA - 13 DE ABRIL DE 2013



ESSE CARA


Antes que eu não me lembre, legal mesmo seria se a Lívia Marini também estivesse grávida... Alô, Glória Perezzzz!!!

Sou um filho de Cachoeiro, muito mais ilustrado (cinco tatuagens) do que ilustre, que teve o privilégio de andar um bocado por aí; seja a trabalho ou por gosto, me apraz a estrada e as paisagens novas. E sobremaneira me apraz poder ver o mar todos os dias, razão pela qual transferi minha residência para Marataízes.

E como é mania da gente, sempre, perguntar de onde vem um forasteiro, em minhas andanças pelo Brasil afora, há até bem pouco tempo atrás, TODAS as pessoas que me ouviam dizer SOU DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM respondiam, incontinenti: “Terra de Roberto Carlos”.

Uns com “Rei”, outros sem, mas sempre a menção. Cresci ouvindo isso, e sempre sem entender o que exatamente queriam dizer os moradores que viviam dizendo que o Rei nunca fez nada pela cidade. Se era por ele que o nome de Cachoeiro atravessava todas as fronteiras dos rincões nacionais, num tempo em que linha telefônica valia mais do que carro zero e muita gente não acreditava nem na existência de avião. Antes até do Sarney...

Veio a Itapemirim, com seu ônibus, que virou muitos. E caminhões. Todos com Cachoeiro de Itapemirim na placa. E toda vez que aparecia estrada na televisão, tinha um amarelinho em algum lugar da tela, a cor da empresa, rasgando esse Brasil por todos os cantos. Aviões, mais tarde.

Milhares de empregos diretos. E outros tantos que um dia iniciaram ali uma carreira profissional e partiram para outros voos (meu caso, inclusive) Fruto do empreendedorismo do hoje deputado federal Camilo Cola. E é claro que vai ter gente pra dizer que ele também nunca fez nada por Cachoeiro.

Ultimamente, por conta do Centenário, tenho ouvido com maior frequência: “Cachoeiro é a cidade de Rubem Braga!”, como quem descobre a gravidade (Lei de Atração Universal) em tempos de Partícula de Deus. Deve ser bom fazer 100 anos. E é bom ver as pessoas descobrindo o nosso Rubem. Por enquanto não ouço ninguém dizer que ele nunca fez nada por Cachoeiro. Mas aposto que já houve quem o fizesse.

Agora, quando eu digo que moro em Marataízes:

“É DOCE, DOCE, DOCE, PARECE QUE TEM MEL!!!”

E a boca enche d’água...

Viva Marataízes!
Viva o nosso abacaxi
Afinal
Roberto, Camilo e Rubem
Vieram se banhar aqui.