domingo, 4 de setembro de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
O BOM PARTIDO
terça-feira, 12 de abril de 2011
JORNAL AQUI NOTÍCIAS - COLUNA - 10 DE ABRIL DE 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
TEMPOS MODERNOS - FOFOCA ELETRÔNICA
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
PIMENTA NO OUVIDO DOS OUTROS

- Sabe uma coisa que me irrita?
Ele não estava muito interessado em saber. O segundo caderno do jornal de 3 dias atrás, que ele finalmente conseguira se sentar para ler, lhe parecia muito mais proveitoso do que o assunto que ela acabava de puxar. Mas sabia que não haverá como escapar do assunto, então emitiu um quase inaudível "hum?" para que ela prosseguisse.
- Essa gente que fica falando mal dos outros pelas costas. Acho um absurdo! Na frente é só sorrisos, gentilezas, maior falsidade. Aí é só a pessoa virar as costas que começa a criticar.
- É verdade…
- Hoje cedo eu estava saindo da academia com a Waldete e a Irene. Paramos pra tomar um suco na padaria e a Irene teve que sair, dizendo que estava atrasada pra uma consulta. Foi ela colocar o pé fora da padaria e a Waldete começar a meter o pau, dizendo que teria vergonha de sair com aquela roupa de ginástica na rua, se tivesse o tanto de celulite que a Irene tem. Que também, com aquele marido galinha que ela tem, só mesmo se exibindo por aí, pra ver se arruma um garotão. Que o marido, além de galinha, anda envolvido com uma série de denúncias na Assembleia Legislativa. E não parou de criticar a coitada da Irene enquanto eu não a deixei na porta do prédio.
- É um absurdo, isso…
- Imagina só! Justo a Waldete, que está tentando perder seis quilos (isso é o que ela diz, porque, pra mim, teria que ser no mínimo o dobro) desde março. Vive por aí, torrando a fortuna de pensão que recebe do ex-marido, cada dia com um garotão diferente. E o que é pior: despachou a mãe prum asilo, que ela enche a boca pra chamar de clínica, só pra poder receber homem em casa. Francamente! Isso me irrita!
Ele tirou os olhos do jornal. Olhou-a por cima dos óculos.
- E você, por acaso, está fazendo o quê, agora, Dulce?
- Eu?! Apenas comentando.
LEITURA IMPRÓPRIA

… E viveram felizes para sempre!
Fechou o livro quase sem ruído, para não acordar a menina sob o edredom. Ergueu-se lentamente e quando estava já com o pé pronto para o ante pé, ouviu a voz muito acordada que quase lhe assustou:
- Mamãe!
Olhou para a filha com aquela cara de desespero de quem pergunta "essa menina não vai dormir?!". Seus olhinhos a fitavam acelerados, como os de quem está no meio de uma vertiginosa tempestade cerebral. Respirou fundo.
- O que é, meu amor? Achei que você estivesse dormindo…
- Existe príncipe?
-Sim, meu amor! É claro que existe. Quando o rei e a rainha têm um filho, esse filho é um príncipe. – não dava pra explicar detalhadamente pra filha de seis anos como funcionava a monarquia, reis, rainhas, príncipes, princesas e tudo isso. Mesmo porque não entendia muito bem dessas coisas.
- E sapo, existe?!
- Sim, minha filha. Sapo existe. – Dez e meia da noite, o programa favorito de TV já está pela metade. A paciência começa a minguar, mas é preciso manter a calma.
- E o papai é um príncipe ou é um sapo?
A mãe revira os olhos, senta-se na beira da cama, conta até trinta, pensando cuidadosamente no que vai dizer. Suspira. De nada adiantara fingir que não estava entendendo aonde aquela conversa ia dar.
- O papai é uma pessoa comum, filha. Não é um personagem de contos de fadas. – e enumerou algumas das características básicas que comporiam uma "pessoa comum", que fossem acessíveis a uma menina de seis anos de idade muito espertinha, embora por dentro estivesse morrendo de vontade de dizer que o papai era muito pior que um sapo; que mais parecia um dragão, principalmente quando voltava pra casa depois de uma dose a mais de vodca, o que vinha acontecendo com demasiada freqüência antes da separação.
A filha ia fazendo que sim com a cabeça, como se estivesse entendendo tudo. Mas a mãe tinha certeza de que ela estava mesmo era preparando a próxima pergunta.
- E você, mamãe?
- Eu o quê, filha?!
- Você é uma princesa?
A mãe quase engasga, ao tentar conter uma gargalhada que soaria muito mais como a de uma bruxa, mas se contém e responde de maneira didática, enquanto afaga as madeixas da menina que agora está sentada na cama, que também ela, a mamãe, é uma pessoa comum, enumerando algumas características (mais bem escolhidas dessa vez) das pessoas comuns.
- Então eu não estou entendendo nada!
- O que você não está entendendo, minha filha?
- Se você é uma pessoa comum e o papai também, por que é que vocês não foram felizes para sempre?
Foi difícil segurar a vontade de dar um grito e sair correndo do quarto. Apenas uma lágrima furtiva minou do olho esquerdo, que ela disfarçou com maestria. Não dava pra explicar pra uma menina de seis anos o que falhara em sua vida conjugal. Mesmo porque não entendia muito bem dessas coisas.
Apenas sorriu amarelo, levantou-lhe a franja e beijou-lhe a testa e disse:
- Hora de dormir, princesinha! Boa noite!
E saiu do quarto.
Na noite seguinte, por via das dúvidas, colocaria um DVD do Pokémon pra menina dormir.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
TEMPO PERDIDO 2

PERDA DE TEMPO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
SÓ MUDOU O NOME?




