sábado, 4 de junho de 2011

VIDEO - MÚSICA - CUMURU


CUMURU
Letra e Música : Ricardo Lemos



Arruma um lugar nessa bagagem
Prum sorriso de alma franca e um brilho no olhar.
Capricha na dose de alegria,
Leva um litro de água fria
E um bom filtro solar.

Prepara pra escutar muita bobagem,
Muita estrada pela frente,
Muita história pra contar.
E abuse da sabedoria
Para resistir, no dia,
A essa vontade de ficar

Tem gente que procura a alegria
Em cada lugar que não dá pra acreditar.
Eu sei que dá pras bandas da Bahia
É bicho ou é planta que teima em voar

A minha alegria criou asa
Regada a camarão e castanha de caju.
A semente eu trouxe de casa,
Mas a flor eu vi nascer na praia de Cumuru.

domingo, 29 de maio de 2011

O BOM PARTIDO

Conheceram-se num desses sites de relacionamento que todo mundo critica, mas tem perfil (o orkut começou assim, lembra?!), entabularam uma conversa acanhada, inicialmente, mas presto passando a animadinha, o que era sinal de que começavam, e em tempo recorde, a descobrir que tinham milhares de pontos e interesses em comum...

Foi quando ele descobriu, através (o correto, aqui, seria usar "pelo") do cruzamento de informações em outro site de relacionamento que todo mundo tem e ainda fala bem, que se tratava da irmã caçula de um amigo em quase todas as redes sociais (site de relacionamento está demodé, né?! demodé também está demodé...). Ou seja, era praticamente alguém muito próxima e sentiu a necessidade de comunicar ao amigo que estava se aproximando ainda mais, e, se tudo corresse conforme o planejado, bem mais, de sua irmã.

De forma meio acanhada, a princípio. Não eram tão amigos assim, a ponto de se confidenciarem, mas seria uma traição não fazê-lo. Mas com o tempo quebrou-se o gelo e a conversa chegou finalmente aos finalmentes.

O irmão, devidamente inteirado das intenções do amigo para com a sua irmã, suspirou aliviado, e os mais observadores poderiam até alegar haver notado um brilho diferente em seus olhos, o que sugeriria que marejavam, mas pode ser que não, então melhor ficar quieto, mas o suspiro foi em alto e bom som ouvido por todos. Olharam-se, então de frente, e apertaram-se as mãos com a firmeza da confiança mútua.

O irmão ainda fez questão de reiterar, em alta voz, para reverberassem mais uma vez pela atmosfera as suas palavras finais sobre aquele assunto:

- Não sendo pra casar...

domingo, 8 de maio de 2011


FILOSOFIA DE “butiquim” – RICARDO LEMOS
NA SEMELHANÇA
Pouquíssimas idéias encontram tanto consenso no Brasil quanto a retratada na frase: “futebol, política e religião não se discutem”.

De política me abstenho de comentar. Talvez, caso um dia venha a entender a máxima de Aristóteles, que afirmou ser o homem um animal social e político, o assunto deixe de me provocar tantos engulhos. O fato é que o que se vê até o momento é que alguns de nossos políticos já começaram a absorver a idéia : já consigo identificar, na maioria deles, muito do animal. Espero que continuem evoluindo, para que possam passar a cuidar do social e do político (no bom sentido). Talvez quando desmamem…

Quanto ao futebol, já vi torcedor com traços esquizofrênicos, creditando todas as derrotas de seu time a conspiratórias teorias de “roubos” na arbitragem ou misteriosas rajadas de vento no estádio. Vi bons perdedores e maus ganhadores. E vice versa. Mas jamais presenciei sugestões de alteração no formato da coisa, tipo:

- Eu acho, mesmo, é que deveriam ser 15 jogadores de cada lado e 3 bolas em campo. E tenho dito.

Ou, ainda:

- Tudo bem que se contem os gols, mas eu acho, mesmo, é que deviam dar a vitória para o time que apresentasse os jogadores com os penteados mais originais.

Na essência da coisa ninguém mexe: aquele povo está lá, correndo de um lado pra outro, é pra marcar gols. Com arte ou sem arte, é o que dá a vitória. E pronto. Não se discute!!!

E na religião?! Onde está a essência?! No dia da semana em que se elevam preces aos Céus, na quantidade de orações que se entoam, na cor da vestimenta ou nas palavras ininteligíveis?!

Vejamos o que diria Jesus Cristo (este que é praticamente uma unanimidade no mundo atual; mesmo entre os não cristãos. No Islamismo, por exemplo, que é a religião com maior número de adeptos no planeta, Jesus ocupa posição de profeta maior, acima, até mesmo, pasmem, de Maomé. E Gandhi, hinduísta praticante, certa feita respondeu a um repórter que admirava profundamente a figura do Cristo, lamentando apenas jamais haver encontrado entre os ditos cristãos alguém que lhe seguisse os ensinamentos):

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

É golaço, com direito a drible, chapéu e pedalada. Difícil encontrar quem não concorde com tais palavras, mesmo entre os que professam fé nenhuma, mas que acreditam na necessidade de se viver a ética e a honestidade como forma de se construir um mundo mais digno de ser chamado lar.

A meta é clara, está estabelecida desde sempre e discutir sobre qualquer outro aspecto do assunto é ficar batendo bola no meio de campo, sem que, com isso, se produzam quaisquer resultados. Parece coisa de cartola.

E, caso pesem dúvidas sobre a que livro recorrer para determinar quem é o próximo, nessa história toda, uma vez que nem todos oramos pelos mesmos manuais, embora concordemos na essência, vejamos o que reza a nossa Carta Magna:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…)”.

Deixemos de lado, portanto, as diferenças. A razão chama ao entrosamento. E bola pra frente, que quem não faz, leva.

E o árbitro pode apitar o final da partida a qualquer momento.

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, um filho de Deus, como você. Atualmente publicando nos blogs Arroubos Literários, Olho Mágico 365 e TAMTA – incubadora de idéias. 

FILOSOFIA DE BUTIQUIM - NA SEMELHANÇA


FILOSOFIA DE “butiquim” – RICARDO LEMOS
NA SEMELHANÇA
Pouquíssimas idéias encontram tanto consenso no Brasil quanto a retratada na frase: “futebol, política e religião não se discutem”.

De política me abstenho de comentar. Talvez, caso um dia venha a entender a máxima de Aristóteles, que afirmou ser o homem um animal social e político, o assunto deixe de me provocar tantos engulhos. O fato é que o que se vê até o momento é que alguns de nossos políticos já começaram a absorver a idéia : já consigo identificar, na maioria deles, muito do animal. Espero que continuem evoluindo, para que possam passar a cuidar do social e do político (no bom sentido). Talvez quando desmamem…

Quanto ao futebol, já vi torcedor com traços esquizofrênicos, creditando todas as derrotas de seu time a conspiratórias teorias de “roubos” na arbitragem ou misteriosas rajadas de vento no estádio. Vi bons perdedores e maus ganhadores. E vice versa. Mas jamais presenciei sugestões de alteração no formato da coisa, tipo:

- Eu acho, mesmo, é que deveriam ser 15 jogadores de cada lado e 3 bolas em campo. E tenho dito.

Ou, ainda:

- Tudo bem que se contem os gols, mas eu acho, mesmo, é que deviam dar a vitória para o time que apresentasse os jogadores com os penteados mais originais.

Na essência da coisa ninguém mexe: aquele povo está lá, correndo de um lado pra outro, é pra marcar gols. Com arte ou sem arte, é o que dá a vitória. E pronto. Não se discute!!!

E na religião?! Onde está a essência?! No dia da semana em que se elevam preces aos Céus, na quantidade de orações que se entoam, na cor da vestimenta ou nas palavras ininteligíveis?!

Vejamos o que diria Jesus Cristo (este que é praticamente uma unanimidade no mundo atual; mesmo entre os não cristãos. No Islamismo, por exemplo, que é a religião com maior número de adeptos no planeta, Jesus ocupa posição de profeta maior, acima, até mesmo, pasmem, de Maomé. E Gandhi, hinduísta praticante, certa feita respondeu a um repórter que admirava profundamente a figura do Cristo, lamentando apenas jamais haver encontrado entre os ditos cristãos alguém que lhe seguisse os ensinamentos):

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

É golaço, com direito a drible, chapéu e pedalada. Difícil encontrar quem não concorde com tais palavras, mesmo entre os que professam fé nenhuma, mas que acreditam na necessidade de se viver a ética e a honestidade como forma de se construir um mundo mais digno de ser chamado lar.

A meta é clara, está estabelecida desde sempre e discutir sobre qualquer outro aspecto do assunto é ficar batendo bola no meio de campo, sem que, com isso, se produzam quaisquer resultados. Parece coisa de cartola.

E, caso pesem dúvidas sobre a que livro recorrer para determinar quem é o próximo, nessa história toda, uma vez que nem todos oramos pelos mesmos manuais, embora concordemos na essência, vejamos o que reza a nossa Carta Magna:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (…)”.

Deixemos de lado, portanto, as diferenças. A razão chama ao entrosamento. E bola pra frente, que quem não faz, leva.

E o árbitro pode apitar o final da partida a qualquer momento.

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, um filho de Deus, como você. Atualmente publicando nos blogs Arroubos Literários, Olho Mágico 365 e TAMTA – incubadora de idéias. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

JORNAL AQUI NOTÍCIAS - COLUNA - 17 DE ABRIL DE 2011


FILOSOFIA DE “butiquim” – RICARDO LEMOS

É LÁ…

Já pensou, se você de repente descobre que tudo aquilo em que você pensa toma forma e vida em algum lugar?! E que um dia você estará nesse lugar, cara a cara com todos os pensamentos que alimentou durante a vida?
Melhor não, né?!

x-x-x-x

Pesquisa recente revelou que o leitor habitual de jornais, entenda-se como habitual a pessoa que COMPRE jornal pelo menos quatro vezes por semana, não estaria disposto a substituir a atual publicação estadual que vem comprando por uma regional, ainda que nos mesmos moldes e portando conteúdo similar. Em outras palavras: igual, só que daqui.

Entrevistadores estiveram por trinta dias observando bancas de jornais e saídas de padarias em oito municípios da Região Sul, bem representados os setores litorâneo, montanhas do Caparaó, montanhas de Pedra Azul e regiões urbanas (como é lindo nosso estado), abordando quem quer que vissem com um tablóide debaixo do braço.

Curiosamente, a resposta ouvida da maioria dos entrevistados foi que não substituiria um jornal estadual por um local. Foram ouvidas pessoas acima de 18 anos de ambos os sexos (ou todos). Os que tinham mais disponibilidade paravam e batiam até um papo com os entrevistadores, longos, na maioria dos casos. Faça uma idéia de quanta história esse povo não tem pra contar.

Transcrevemos abaixo um trecho de uma dessas entrevistas longa:

- Bom dia, meu senhor! Com licença! – e se apresenta, com todos os salamaleques do ofício. 

– Então, o senhor trocaria este jornal que o senhor está levando, por este (e mostra o seu), se eles fossem iguais?!

- Olha, moço, o senhor não me leve a mal, eu admiro o seu trabalho, logo cedo assim, de manhã, hoje em dia os jovens não querem mais saber de acordar cedo (e começa a falar da internet, taxa de esgoto, preço da gasolina), mas eu to bem acostumado com esse aqui. Tantos anos, todo santo dia. Eu acho difícil mudar.

- Mas o senhor não gostaria de ter, por exemplo, uma equipe dentro da Câmara do seu Município, lhe trazendo as notícias que hoje o senhor lê da Assembleia Legislativa? Saber em que o seu vereador está trabalhando, coisas assim?!

- Moço, lá a gente só conhece de ouvir falar. Tem uns que a gente ouve tanto o nome que vira até parente da gente. Mas é tudo gente que eu não conheço. Aqui não. Aqui a gente conhece todo mundo, é amigo, então eu acho que não pega bem…

- E o senhor, que me disse que lê com bastante freqüência as páginas policiais e que não se assusta mais com nada, mas que quando a gente pensa que já viu de tudo, aparece sempre uma coisa nova, não gostaria de tomar conhecimento das atrocidades que se andam cometendo na sua vizinhança?! – neste momento o entrevistador era treinado para assumir um tom ameaçador; alguns eram bons nisso. Olho no olho…

- Aqui?!

- Sim, senhor! O senhor não gostaria de ficar sabendo quantos estupros, assassinatos, agressões, seqüestros, roubos e furtos acontecem no quintal da sua casa?!

- Discunjurincredo, moço!!! Num fala um negócio desse, não. Deus me livre. Aqui num tem disso, não!!! Isso é lá…

Isso tudo é uma ficção, naturalmente.

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, um filho de Deus, como você. Atualmente publicando nos blogs Arroubos Literários, Olho Mágico 365 e TAMTA – incubadora de idéias. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

OLHARES

Apenas cruzaram olhares.
Pouquíssimas palavras, aquém do protocolar.
Não foi uma vez só.
Mas também não foram muitas.
Quando será que seriam muitas?
Mas foi bom…
Eu disse “Apenas”?!

terça-feira, 12 de abril de 2011

JORNAL AQUI NOTÍCIAS - COLUNA - 10 DE ABRIL DE 2011


FILOSOFIA DE “butiquim” – RICARDO LEMOS

SOMOS TODOS REALENGO

Não era pra ser nada disso…

Na verdade, eu queria falar de amor, de vida, de paixão, de pequenas coisas que acontecem no cotidiano e nos passam despercebidas, carregando tanta poesia, mostrando o quanto a Natureza nos aponta, em cada minúsculo detalhe, para a existência de uma Inteligência por trás disso tudo, que eu chamo de Deus e respeito profundamente todos os nomes que se queiram dar a Ele, desde que a essência seja a mesma.

Mas uma tragédia se abateu sobre a nossa Nação e seria até desrespeitoso não falar sobre ela; fingir simplesmente que não há espinhos neste belíssimo canteiro que é o nosso planeta.

Perguntará um entediado leitor: “O que mais se pode falar a respeito disso?!” Há que se dizer, companheiro, que Columbine não é aqui, mas que precisamos agir para que não acabe sendo. É absurda a tragédia de crianças sendo mortas por um maníaco, que Deus os tenha. 

Mas é hora de enxugar as lágrimas e arregaçar as mangas.

Muito há que se fazer, naturalmente, pelo Governo em todas as esferas. E, neste caso, vale muito a pena procurar o seu deputado ou senador pela rede social que ele freqüente, adicioná-lo e cobrar uma postura. Idem para o executivo.

E eu?! Faço o quê?!

Epidemia de dengue não se previne em casa?! Pois apliquemos o mesmo conceito em nossos lares (é diferente de casa) para dizimar a praga da violência de nossas ruas. Para tanto, basta que apliquemos AMOR em tudo o que fizermos. Não é uma rima, nem uma solução, mas é uma forma de gritar para a barbárie que somos maioria e que ocuparemos pacificamente o nosso espaço e que viemos pra ficar.

É hora de romper o “silêncio dos bons” de Luther King. “Não saiba a vossa mão direita”?! Não nos vangloriemos; mas DISSEMINAR é multiplicar. Aí pode… comentários e sugestões serão muito bem vindos e podem ser a base da conversa da semana que vem.

Faltava dizer: “Alô, alô, Realengo, aquele abraço!!!”

Faltava falar de AMOR…

O “butiquim” não fecha no luto. Pelo contrário…

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, blogueiro e um monte de outras coisas. Enfim, um cidadão comum…

publicada no jornal AQUI NOTÍCIAS em 10 de abril de 2011
www.aquies.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ALEA JACTA EST



Você tem um sonho?!

Várias vezes ouvi dizer que um homem, para poder-se dizer realizado, precisa cumprir 3 tarefas:

- plantar uma árvore

- ter um filho (no sentido figurado, naturalmente)

- escrever um livro

Árvores já andei plantando algumas por aí. Certo está que não daria nenhuma floresta, mas alguma sombra perene sobre a superfície do planeta eu tenho a consciência de já haver produzido. A minha não entra na conta, porque vive se movendo pra todas as partes.

Filhos já os tenho. Não apenas filhos, mas os melhores com que a Providência poderia me presentear. Lindos, saudáveis, inteligentes, educados e, mais importante: pequeninos homens de bem, regados com carinho, amor e dedicação, para que se tornem grandes homens de bem.

Sou suspeito pra falar, é certo.  Mais ainda é aquela que eles têm por mãe, mãe por excelência, que não mede esforços e para quem não existe a palavra sacrifício quando o assunto é a felicidade dos filhos.

Três meninos de muita sorte: Ricardo, Gabriel e André. Mais: Emanuell e Mariana. Essa gente toda e muito mais, que Deus achou por bem colocar sob os auspícios de um anjo chamado Beth.

E o livro?!

O livro está girando na minha cabeça há muitos anos. Eu diria “desde que me entendo por gente”, mas para alguns isso poderia parecer bem pouco tempo. Então direi: desde que comecei a entender que “B” com “A” faz BA  e que, se juntarmos mais algumas letrinhas com carinho e dedicação, podemos levar tanta coisa boa a tantos amigos.

Até que um dia apareceu uma Fada Madrinha chamada Luciana Fernandes e me disse sem rodeios: VAMOS DAR UM JEITO NISSO.

Simples assim.

E olha o jeito aí…

Ainda não é o jeito todo, mas vários primeiros passos já foram dados no sentido da realização desse sonho, que a Fada Madrinha cuidou com carinho como se dela fosse.

Ontem, 31/03/11, protocolamos este sonho na Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, pleiteando patrocínio da Lei Rubem Braga para que os “Bs” e “As” que vimos juntando ao longo do tempo possam tomar corpo em tinta e papel (reciclado, naturalmente), e cor e capa e dedicatória e uma felicidade imensa.

A sorte está lançada.

A todos os amigos, perto ou distantes, que me acompanham nessa caminhada, um abraço fraterno, recheado de meu carinho e de minha mais profunda gratidão.

É meu coração que coloco em suas mãos neste momento. E cada um de vocês é dono de um pedacinho dele. Espalhem-no por aí: comentem, linquem, postem, critiquem. A hora é de fazer barulho. COMPARTILHAR.

Entrego nas mãos de Deus este sonho que não é mais só meu. Que seja feita a Sua vontade.

A bênção, minha mãe!

A bênção, meu pai!

A bênção, Rubem!  

PAZ A TODOS!!!

Você tem um sonho?!

Eu tenho muitos.

E estamos apenas começando…


P.S. – A árvore já foi, os filhos aí estão, o livro está no prelo (sempre quis dizer isso). Falta alguma coisa?!

Faltou alguma coisa?!

Claro… os AMIGOS!!!

Mas estes os tenho em quantidade. E, melhor: QUALIDADE!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

HÁ MAR

Eu ia cedo, amor novo,
Mas o mar me chamou
E mar é amor antigo
Não posso fazer esperar.

Eu ia cedo te ver.
Ainda vou...

O peso deixei nas águas:
Mágoas, rancores, cansaço,
O mar, que é mãe, colheu,
Livrou-me de todo mal.
Em seu amoroso regaço,
Encheu minh'alma de ondas
E minha pele de sal.

Leve, mar, minha mãe,
Pra onde homem não pisa e galo não canta,
O peso em minhas costas,
O nó na garganta,
Lava-me em tua água santa.

Eu ia cedo te ver, amor novo...
Ainda vôo...


terça-feira, 29 de março de 2011

QUIXOTESCO


Mira, Sancho, como ao longe se movem sorrateiros.

Descobri que são gigantes os moinhos que gigantes eu pensava ser.

Mas ordeno-te que mantenhas sob teu luzidio elmo informação de tal valia: Dorotéia ainda jaz em seu leito, semblante de anjo em corpo de mulher, exausta da noite de amor de que desfrutamos, mas isso não ouviste, porque apenas pensei, enquanto um sorriso se me assomava à cara; não são assuntos de que trate um fidalgo com seu serviçal. E se ouço aquela voz a me chamar, daqui mais não saio a pelear.

Ademais, não queremos alarmar seu inocente coração de donzela com misteres de brutalidade masculina.

Apura-te, preguiçoso, que já vai alto o sol!

À carga, Sancho Pança! O dia é curto e temos muitos mouros a derrubar.

E muros…

segunda-feira, 28 de março de 2011

DE PAPEL?


Ah, poeta!...
Em quantas enrascadas essa alma atormentada ainda há de te meter?!
Quantas vezes já lhe disse que sorriso não alimenta, poeta?!
Atiça…
Queres mesmo ir?!
Vai…
Só não me voltes aqui com essa cara lambida de cachorro pidão,
Uma história sofrida
E um band-aid no coração.
Ressaca de copo se cura com copo;
Ressaca de amor, com paixão.

sexta-feira, 25 de março de 2011

AVISO AOS NAVEGANTES

CHEGAMOS ÀS 5.000 VISITAS EM 24 DE MARÇO DE 2011.

MEU AGRADECIMENTO DE CORAÇÃO A TODOS OS QUE AQUI ESTIVERAM, COMENTARAM, SEGUIRAM OU SIMPLESMENTE POUSARAM SEUS OLHOS POR ALGUNS INSTANTES.

É GRATIFICANTE PODER COMPARTILHAR COM VOCÊS ESTE, QUE É UM SONHO.

NA VERDADE, UM CAMINHO PARA UM SONHO...

ESTÁ LÁ NO COMECINHO DO BLOG, NAS PRIMEIRAS POSTAGENS.

E O SONHO VAI TOMANDO CORPO.

GRANDE BEIJO A TODOS OS QUE APÓIAM ESTA CAMINHADA.

SE DEUS QUISER, EM BREVE ESSE SONHO VAI CAIR NAS SUAS MÃOS, NA FORMA DE PAPEL, TINTA E MUITO CARINHO.

PAZ!!!

DÊ O NOME QUE QUISER...


essa coisa meio platônica...
virótica, avassaladora...
tira o ar e te joga no chão...
ideia fixa...
dependência...
suor copioso, suspiros, tatear...
entrega e comunhão...
versos que escorrem pela face,
odor que não se traduz
e confins jamais visitados por qualquer ser vivente.
droga pesada
de efeito fugaz...
enfim, paixão…
tenho idade pra isso?!
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LA MUSE DE JOUR


É a ti que escrevo, Euterpe, Calíope, Polímnia.

Olhos de labareda.

Menina levada não pode ser musa de uma arte só.


Destarte,

Meus versos pirografo em um estandarte

Àquela que nunca veio

E, por conseguinte, nunca parte.


Infame fim destes meus versos:

Não dizer-te, com letra alguma,

Do desejo que sequer a mim revelo

De saborear-te,

Viajar contigo

A Marte.
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quarta-feira, 23 de março de 2011

VOCÊ ACHOU ISSO ENGRAÇADO?!


Volta e meia a publicidade brasileira nos presenteia com algumas pérolas de tirar o fôlego.

Chego a dizer, a quem quiser ouvir, que, na grande maioria dos casos, é na hora do comercial que paro na frente da TV.

E recentemente indignou-me um dos vídeos da nova campanha do Bombril.

Pra começar, Marisa Orth brandindo um jornal, ameaçando “jornalada na fuça” de quem quer que seja é de um mau gosto terrível. Incita à violência doméstica, que tanto se vem tentando combater neste País e representa uma verdadeira catástrofe, desenvolvendo-se silenciosa no seio do lar, que deveria ser porto seguro.

Tá de bom tamanho, a “jornalada na fuça?”.

Parece papo de homem recalcado, sentindo-se agredido por uma propaganda politicamente incorreta que incita à “machofobia”?

Ledo engano…

A verdadeira agressão demonstrada de forma pouco sutil no vídeo é justamente à mulher e à sua trajetória de luta e conquistas.

Será que o nosso ideal de mulher evoluída é um ser que se veste como homem, coça um saco proverbial, cospe no chão, enche a cara e fala palavrão?

Ou será que a mensagem subliminar do comercial tenta lhe dizer que a mulher, pra evoluir, precisa encarnar justamente aquilo de que o homem precisa se livrar, pra evoluir?

A frase ficou confusa, mas a pergunta é a seguinte: a mulher só evolui se virar homem?

Uma caricatura de mulher moderna e bem sucedida, cuja maior preocupação na vida continua sendo, vejam vocês, a pia cheia de louça.

Foi pra isso, enfim, que se queimaram soutiens em praça pública?!

Eu repudio…

E vamos voltar ao assunto…

terça-feira, 22 de março de 2011

DEFINITIVO


Está resolvido!
A partir de hoje, deixo de acreditar em coisas definitivas.
Já acreditei no amor, quando chegou com cara de sossego, ar de quem veio pra ficar; no máximo uma tampa do sanitário levantada pra perturbar a paz.
Acreditei quando chegou como um tufão, arrancando pelas raízes todas as árvores do lugar. Sabe lá Deus onde terão ido parar. Melhor nem cogitar.
Na paixão volátil de uma noite quente. Suor copioso, promessas fáceis. Sexo, drogas e Chico Buarque. E a banda passou.
No jantar à mesa, casa varrida, pudim de leite condensado, novela das oito (eu ainda sou desse tempo). E no vento a cantar doído pelas frestas das janelas.
Até naqueles olhos de fera enjaulada, verborragia maldita e infrene. O sangue nos olhos, o álcool na mente. Bicho demônio fingindo de gente. Eu acreditei…
Acreditei no sorriso que você não me deu, brejeiro, emoldurado por cabelos muito negros e olhos que cri percucientes, como doce provocação. Não era eu o fotógrafo do parque. Quiçá, quando muito, o moleque que passou correndo atrás de um pombo retardatário, viu de relance aquele semblante e se encantou.
Acreditei que ia chover e esqueci o guarda-chuva no banco da estação.
Acreditei que vinha o trem e, depois de muito esperar, resolvi vir caminhando. Longe dos trilhos, é certo. Vai que esse trem ainda passa. Vai que eles me levem a algum lugar.
Tudo isso é passado, acredito…
Doravante, interrogações e reticências.
É definitivo!
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

NOTÍCIA DE VIDA


Notícias de morte, temo-las aos milhares. Algumas até, lamentavelmente, com sofisticados requintes de crueldade.
Deixe estar, que há bem pouco tempo atrás, apupávamos como macacos no Circo Máximo, o Vasco e Flamengo no Maracanã da Roma Antiga, quando os leões se lançavam famintos sobre os cristãos. Era golaço…
E hoje, causam-nos engulhos determinadas cenas de violência exibidas na TV.
Há que se reconhecer um sinal de evolução, quando os há. Alvíssaras!!!
Notícia de vida, que é bom mesmo, é coisa rara.
Volta e meia se noticia o resgate de um sobrevivente. Mas isso se dá com mais freqüência em tempos de grandes catástrofe.
Os sobreviventes das pequenas catástrofes pessoais cotidianas não vendem. Mas silenciosamente seguem vencendo seus tropeços, levantando e sacudindo a poeira. Sem estatística do IBGE, sem Fátima ou Datena.
Anônimos.
Silenciosos.
Mas estão lá.
Uma história de Vida, graças à Razão:
Vida se instalou ali.
Viu que era quentinho, aconchegante e resolveu ficar. Estava tudo prontinho.
A mãe da Vida nem sabia disso; não estava esperando. Nem o pai.
Vida simplesmente aconteceu. Mas, como tudo o que acontece tem uma razão, ou Razão, como queiram. E como Vida é parte de tudo, há de haver uma Razão por trás do acontecer.
A mãe andou falando em pedir Vida pra desocupar por um tempinho. “Tá muito cedo.” Sei lá, dar uma volta, voltar um pouco mais tarde.
Tirou opinião aqui, ali. Uns contra, uns a favor, a turma do “muito pelo contrário”.
A mulher de branco chegou. Tá com uma cara séria e uma coisa na mão.
Vida sabe que a mãe está deitada e ouve seu coração bater muito forte, parecendo pular no peito.
Vida está com medo. Prende a respiração. A mulher se aproxima e toca a mãe. Ela estremece.
Muito medo.
De repente um som invade a sala.
Vida reconhece o som de seu próprio coração ecoando nas paredes do consultório.
A mãe de Vida chora muito. E sorri. Nunca ouviu nada tão bonito. E a mulher de branco começa a falar um monte de coisas sobre Vida e a mãe se debulha em lágrimas e faz: ownnnnn…
Vida pode enfim respirar.
A mãe de Vida respira. Suspira.
A Razão inspira e a Humanidade exulta.
Vida venceu!!!
A propósito, a boneca da foto se chama Feijãozinho. E é a cara da mãe.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ERRATA


Por motivos técnicos, fui obrigado a substituir a imagem da postagem anterior.
Mas como eu não gosto de fazer nada obrigado, mantive-a.
Cliquem nela e vai aparecer justamente o que eu havia planejado colocar. A intenção era ótima... e foi colhida num site do governo. Portanto, nos pertence. Usufruamos!
A foto que ora ilustra a presente ERRATA não é uma apelação, através da exploração do nu infantil... é apenas uma criança fofa cujo cofrinho, por acaso, apareceu na foto.
Por favor, lembrem-se de retornar ao texto após clicarem na foto do bebê (do post anterior).
Não será uma tarefa fácil.
Mas espero que compensadora...

TEMPOS MODERNOS - FOFOCA ELETRÔNICA

Que está tudo mudando, e rápido demais, me parece que já tem bastante gente percebendo.
Dia desses me peguei discutindo com uma pessoa que me dizia que não gostava muito de ler; que escrever, então, nem pensar…
Mas me disse isso tudo por escrito.
Mas não era nada disso que eu queria dizer.
O fato é que até a maneira de fofocar está mudando.
Batalhões de candinhas eletrônicas, de todos os sexos, idades, raças (humana, humana, humana, humana, etc), credos (e cruzes), lendo e escrevendo como nunca.
Os assuntos, é claro, são os mais variados. Sexo, vida alheia e muitos outros.
E foi de uma das muitas modalidades de se comunicar que a vida atual oferece (em brasileiro, de um chat desses da vida), que surgiu a conversa abaixo, entre duas “amigas”:
FULANA diz: ai, amiga… cheguei à conclusão de que homem bonito é igual a filho…
SICRANA diz: kkkkkk… tem a ver com a história do peido?
FULANA diz: ????
SICRANA diz: é uma piada infame… mas tem um fundo de verdade… outra hora eu te conto…
FULANA diz: raciocina comigo… filho é bom o da amiga…
SICRANA diz: hum
FULANA diz: vc pega no colinho, faz bilubilu, dá comidinha, leva pra passear, pra fazer inveja nas amigas… quando começa a querer arrotar e fazer caquinha, é só devolver pra dona…
SICRANA diz: kkkkkk
Fecha aspas…
Agora, você pode até discordar de mim em muitas coisas…
Mas tava lendo conversa dos outros até agora…

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

VEM MAIS EU - uma homenagem a MARATAÍZES

Vem mais eu, vem mais eu
Simbora fugir daqui
Vem mais eu, vem mais eu
Viver de amor e abacaxi
Vem mais eu, vem mais eu
Fincar chão, criar raízes
Vem mais eu, vem mais
Morar neste lugar que chama Marataízes

Eu vim lá da cidade onde faz todo dia um calor da peste
Me sentei na areia e fiquei abraçado ao vento nordeste
Quando o sol se escondeu e a lua pôs a cara pra passear
Esqueci da minha vida, esqueci que tinha que trabalhar

Vem mais eu...

E na beira das águas ouvi uma voz me chamando assim
Vem, meu filho, mergulha, entrega seus problemas pra mim
Até hoje não sei se era Nossa Senhora ou Iemanjá
Eu só sei que deixei todas dores da vida no fundo do mar

Vem mais eu...