sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

3LOUCADOS - ENSAIO - PRA VC GUARDEI O AMOR - compacto.wmv

domingo, 5 de fevereiro de 2012

RICARDO LEMOS AI QUE SAUDADE DOCÊ CABANA MURUXA CUMURUXATIBA CO...


APRESENTAÇÃO SOLO
CUMURUXATIBA - BAHIA
CABANA MURUXA
JANEIRO DE 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

RICARDO LEMOS LET IT BE GELATO CAFÉ CUMURUXATIBA COMPACTO

RICARDO LEMOS LET IT BE GELATO CAFÉ CUMURUXATIBA COMPACTO

TIGRESA - POUSADA DAS CORES - CUMURUXATIBA - BAHIA


APRESENTAÇÃO SOLO
POUSADA DAS CORES
CUMURUXATIBA - BAHIA 
JANEIRO DE 2012

NÃO CHORES MAIS - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA


APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL : RICARDO (Gelato Café)

ENTRE A SERPENTE E A ESTRELA - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA


APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ 
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012

WISH YOU WERE HERE - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA


APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL : RICARDO 

VÍDEO - CHÃO DE GIZ - POUSADA DAS CORES - CUMURUXATIBA - BAHIA


APRESENTAÇÃO SOLO NO REVEILLON 2012
POUSADA DAS CORES
CUMURUXATIBA - BAHIA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

FILOSOFIA DE BUTIQUIM - 14/12/2011 - COMUNICAÇÃO



Mundo estranho este em que vivemos.

Dia desses, estarreceu-me a manchete, lida “en passant”, anunciando que um menino de 9 anos fora suspenso da escola, por haver dito que a professora era “bonitinha”.

Em nome da moral e dos bons costumes, e o significado disso, feliz ou infelizmente, varia de cidadão para cidadão, cidade para cidade, estado e assim sucessivamente, a Escola entendeu a ponderação do menino como “uma forma de assédio sexual”, colocando uma criança de 9 anos no mesmo patamar de um Bill Clinton ou daquele alto executivo do FMI, afastado por compelir uma camareira de hotel em Nova Iorque a manter consigo um intercurso sexual.

“Bonitinho”, na minha opinião, é diminutivo de feio. Mas ninguém é obrigado a concordar com ela. Como diz Quintana, “A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.” 

O menino disse o que disse, sabe-se lá se o que pensou. 

Eu, mesmo, não vi foto da dita mestra, pra emitir meu parecer sobre a beleza da tal. Mas, entrasse ele com duas pistolas automáticas na mão, atirando a esmo e dando cabo à própria vida com a última bala, e estaria muito mais acorde com o espírito de uma sociedade que coloca o puritanismo em muito mais alta conta que o “não matarás”. 

E eu desejo sinceramente que ele não venha um dia a fazê-lo.

É, Quintana...

A COISA tá esquisita...

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, jornalista, e tem tomado muito cuidado com o que fala...



domingo, 11 de dezembro de 2011

TE CUIDA, CHICO



Certa feita, estava a passar a virada de ano em Prado, litoral sul da Bahia, mais precisamente no Beco das Garrafas, ao fim do qual um rapaz executava um belo trabalho de voz e violão, quando se aproxima um guri de seis anos e puxa papo. Não me lembro como foi que ele começou, criança puxando assunto é quase sempre mais interessante que o próprio assunto que se puxa. Sei que culminou numa revelação:

- É que eu queria que ele tocasse uma música, mas eu acho que ele não vai…

- Que música você quer?

Ele disfarça, abaixa um pouco o tom de voz e confidencia discretamente: - “Caubói Viado”.

Olhamo-nos. Pensamos juntos: - Tomara que não!

Explicamos que não era um tipo de música legal para quem estava ali, que ele podia ouvir com os amiguinhos, essas coisas que são sempre mais fáceis de conversar com filho dos outros. Ele foi bastante receptivo. Compreensivo, até, eu diria. Fez aquele ar superior que criança faz quando não entende adulto e balbucia um “tudo bem”, como quem diz “eu deixo você me vencer. Por enquanto…”, sorriu e se despediu.

Mal se virou na direção da mesa dos pais, anunciou em alta voz, balançando negativamente a cabeça, com aquela cara ensaiadíssima de simulada indignação resignada:

- Ele só toca LPB…

Natural que ele não soubesse exatamente o que significa MPB.

Mas, pensando bem, nem eu… M de Música, B de brasileira; até aí fica fácil concordar. Mas não me lembro de já ter ouvido rumores de Chico Buarque no Cachoeiro X Marataízes. Nem no Executivo. Ou qualquer coisa na voz de Elis Regina na quermesse do bairro. Ou Djavan na rádio poste. Quem, em sã consciência, então, tentará me convencer de que o tal “P” do meio da sigla representa popular?!

Popular virou POP, ficou moderno e hoje pode ter a cara que o ouvinte bem entender. E MPB, no bem entender da grande maioria dos ouvintes, acabou se transformando num conceito pessoal, aliado a uma idéia de antiguidade: mais ou menos como algo que se gostava de ouvir há um ano ou dois, que sumiu da mídia após os 15 minutos de fama meteórica instantânea. O que era “palatável” há dois anos acaba se transformando em clássico, o que pode ser entendido, pelos mais críticos, como um sinal de que a produção piorou consideravelmente nesse meio tempo. Ou, pelos menos, como simples nostalgia.

O fato é que o LPB rola solto por aí: pra uns é lixo, pra outros é luxo e viva a biodiversidade e o fone de ouvido.

E só agora me ocorre que essa história aconteceu há uns 6 anos. Tempo mais que suficiente para que o “Caubói Viado” do menino (Luciano, o nome dele, que deve estar à beira de completar 12 e vai saber que tipo de LPB anda curtindo por aí) já possa ser considerado MPB.

Ou não…

Com as leis que o governo anda tentando “passar”, ultimamente, eu não me arrisco a prever mais nada…

“A nossa música nunca mais tocou.” – Cazuza

sábado, 3 de dezembro de 2011

MARELIM CAGÃO















Tava eu de prosa no passeio, com o vizinho mais o moleque dele.
Manhã de sábado de movimento pouco. Ou, como diz o outro, "um movimento parado"... (não confundir com o ZÔTO, que é outra coisa completamente diferente. O ZÔTO é aquele que fala mal de você, de preferência mentiras cabeludas; "o outro" é aquele cara que fala largadão, desleixado e cheio de jargões. Morremos de vontade de ser igual a ele, mas falta-nos a coragem. Só pode ser por isso que o citamos tanto.)
Ele cruzou a rua com cara de mau...
Ou de fome...
Chamei, ele veio. Meio desconfiado...
Carinho quis...
Comida, então, nem se fala...
Aí chegou aquela cliente de ontem, cujo cartão não passara, por inépcia deste que vos fala, comprou o dobro do que teria comprado ontem, pagou em dinheiro (embora devidamente informada de que eu já "consertara" a máquina).
À saída, assuntou com o vizinho (eram já conhecidos) sobre o magrelinho de orelha em pé e rabo inquieto, girando excêntrica e freneticamente, que o bicho estava feliz e é sempre um gancho pra puxar assunto.
Breve relato sobre o ocorrido, sabe como é homem contando história, e ela me passa a mão no cãozito e o enfia no carro, meio entre hesitar e querer muito.
- Vou levar...
A menina, no banco da frente, não queria de jeito nenhum. Mas o menino, o dela, bom explicar porque o do vizinho ainda está na cena, curvou-se cheio de zelo e carinho sobre o pequerrucho, acariciando-lhe a cabecinha, recebendo em troca aquela cauda de helicóptero e aquele olhar mais pidão do mundo. Eram amigos de infância desde sempre. Em vão os protestos da menina.
E foi-se o "marelim" embora pro seu novo lar, com seu novo amigo...
CAGÃO de sortudo, claro... como diz o outro...
E eu espero que só por isso, senão coitada da moça...
Tá aí: uma história com começo feliz...
E REAL...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



AMADOR
Dia desses li, num post ou num poste, quase já não faz mais diferença, que, ao ser AUTODIDATA, o sujeito assume, também, a responsabilidade por tudo aquilo que IGNORA...

Não discordo, chegaria a endossar, mas, para tirar o peso, já que é domingo, digamos que eu esteja apreciando a experiência de descobrir-me um AMADOR...

Um AMADOR na cozinha, na música, na escrita, nos retratos. Na falta de um sufixo “ista” para cada uma das atividades, justo hoje, que vivemos um momento em que falta muito pouco para precisarmos de especialistas na especificidades da especialidade, ou, em outros termos, de nos encaminharmos para um médico especialista em dedo mindinho do pé esquerdo, por exemplo, fazer por AMOR... e COM AMOR.

E é com AMOR que, neste artigo, me dedico ao meu mais novo amadorismo: a ORNITOLOGIA.

O CHUPIM
“O chupim (Molothrus bonariensis) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Os machos de tais animais possuem uma coloração aparentemente preta(...)”, colarinho branco, gravata, “enquanto as fêmeas são mais pardacentas e menos reluzentes. Seu vôo é digno” de estardalhaços e CPIs. “Conseguem se comunicar com sua família e retribuir carinho através de(...) botijões de gás, milheiros de lajota, cargos públicos, estatais, dinheiro da merenda, enfim...
“O chupim é conhecido pelo hábito de colocar seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los, criá-los e alimentá-los como filhotes. Por isso acabou virando sinônimo de aproveitador. São diversas as espécies parasitadas por essa ave, mas a mais comum de se ver alimentando um filhote de chupim, é” o CONTRIBUINTE, que, em sua forma ELEITOR ainda favorece a reprodução dos mesmos.
Ano que vem é temporada, e vamos nós, de novo, testemunhar ridículas danças de acasalamento nas TVs e nas peruinhas de som.
Parte do texto acima foi “chupado” da Wikipédia. Não deve ser um pecado assim tão grave para um amador; já vi renomados especialistas fazendo o mesmo...
O fato é que o chupim, entra ano, sai ano, entra “des”, sai “governo”, muda de cor e entra em qualquer lugar... menos em EXTINÇÃO.
Faça a sua parte: INFORME-SE!!!
PAZ!!!
...com Deus!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CULTURA E ANTROPOFAGIA


CENA 1

ANTROPÓFAGO ACULTURADO: Aquele Shinyashiki não me caiu bem... E ainda dizem que japonês é leve...

ESPOSA DO ANTROPÓFAGO ACULTURADO: É esse tempero brasileiro! Eu vivo te falando, mas não adianta...

CORTA PARA EXTERNA

sábado, 26 de novembro de 2011



FALTA DE ASSUNTO

A verdade é que falta de assunto é um assunto que deixou de existir há muito tempo...

Somos e fazemos questão de ser o assunto.

O Grande Irmão está de olho em todos, o tempo todo, e isso requer maneiras cada vez mais elaboradas de lhe chamar a atenção, seja com fotos, vídeos, frases de efeito... enfim, factoides, dos quais nos tornamos todos criadores, no momento em que passamos a participar efetivamente de uma rede social virtual.

Mudou a mídia, ou, se quisermos um nome em “brasileiro”, mudaram os meios em que se propagam as ideias; os fóruns atenienses se davam em praça pública. Os fóruns atuais se dão nas praças públicas... e nos trens, aviões, escritórios, residências, msns, orkuts, facebooks e quantos books mais houver on the table.

Continua sendo gente comunicando ideias, próprias ou de outrem, embora hoje com uma capacidade de alcance infinitamente superior à do tempo de Caminha, por exemplo. E El-Rey, que, diz-se, prescindia da faculdade da leitura, estaria em maus lençóis hodiernamente.

E, na condição de também espectadores da história de todos os que nos cercam (aqui entenda-se o mundo, porque a História do planeta ficou muito mais interessante depois da chegada do ser humano; infira-se, caso deseje, que desde que a História é História, andamos a fuçar a vida das pessoas) real e virtualmente, o acesso à informação beira o infinito.

Haverá, naturalmente, todo tipo de informação. O que também não é novidade, quando vemos o Apóstolo Paulo exortando seus leitores a examinar tudo e reter o que é bom. Na pracinha da cidade, no boteco, no baile funk, no TV ou na internet, a recomendação é a mesma. E uma análise racional da recomendação decerto encontrará eco em nossas consciências, uma vez que se trata da aplicação do bom senso, pura e simplesmente. E, se é bom, é bom pra quase todo mundo...

A grande diferença está, e é isso que torna bela a complexidade do ser humano, no que cada um considera BOM... mas aí já é outra história...

Bom senso que se deve aplicar, igualmente, no momento de ser o assunto; na hora de produzir a informação.

Não são regras de etiqueta, mesmo porque não me considero a pessoa mais indicada para versar sobre o assunto, Glorinha Khalil que me perdoe.

Mas não é difícil imaginar que não se deve postar em seu mural, ou onde quer que seja, algo que vc não diria num almoço em família, por exemplo, ou em seu status do msn algo que vc não gritaria pela sua janela, e assim sucessivamente. Ou algo que você não gostaria de ler aqui.

Simples assim. Ou, pelo menos, já é um bom começo...

Eu ia começar a falar sobre o OLHO GRANDE VIRTUAL, mas acabou o espaço. Fica pra semana que vem...

BOM DOMINGO!!!
EXCELENTE SEMANA!!!
PAZ!!!
...COM DEUS!!!


A SUA PARTE

Primeiramente cabe-me pedir licença ao caro leitor da minha querida amiga Luciana Fernandes para invadir esse espaço (com a anuência da mesma, naturalmente). E tranquiliza-lo quanto à mudança: trata-se de uma troca temporária de publicação, para dar uma “remexida”, uma arejada nas ideias. Luciana aparece, excepcionalmente esta semana, na edição do próximo domingo, anote aí. E na semana que vem volta tudo ao normal.

Há algum tempo venho batendo na tecla do poder de mobilização e transformação da internet em nossas vidas. Não é um modismo passageiro, não se trata mais de uma simples brincadeira de jovens desocupados, como muitos ainda a veem: trata-se de uma realidade que veio para ficar, avança vorazmente sobre absolutamente TODOS os campos do conhecimento humano e numa velocidade inimaginável para a maioria. E encontra-se cada vez mais disponível, em todas as faixas etárias e sociais.

Não demora muito e o cinema catástrofe deixará de lado os vilões verdes e gosmentos, vindos de outros planetas ou de alguma mutação genética derivada de nossa própria imprevidência, e passará a produzir filmes com vilões virtuais, insignificantes combinações de bits e bytes, zeros e uns, que sequer existem fisicamente: os vírus. E não ficaria difícil imaginar uma história sombria em que o novo fim do mundo (já que esse povo adora falar disso) começaria com uma pane geral na grande rede em nível mundial. É bem possível que esse filme até já exista e esteja em cartaz. Ou já seja notícia velha. Caso contrário, fica a ideia.

Por outro lado, e deixando de lado a catástrofe, a quantidade de boas notícias (que geral e infelizmente não encontram espaço com generosidade na grande mídia), grandes iniciativas e projetos para benefício do bicho Homem, bem como pequenas e isoladas ações bem sucedidas, é igualmente avassaladora.

A notícia, esta semana , de que a divulgação via facebook foi fundamental para que a família encontrasse um rapaz vítima de sequestro em São Paulo, de certa forma, é emblemática e um bom ponto de partida. Diariamente somos assolados pelos chamados “spams”, mensagens em massa, enviadas indiscriminadamente pela rede, seja por e-mail ou redes sociais; todos já recebemos mensagens solicitando ajuda para encontrar pessoas desaparecidas, sequestradas.

No caso de Renan Fogaça Alípio, tratava-se de um apelo real, de um caso que realmente estava acontecendo e que, felizmente, teve um desfecho favorável, no tocante ao encontro da vítima. Ou seja, era verdade. Mas diante de tantas notícias falsas que nos chegam a todo instante, como discernir entre situações verdadeiras e simples spams maliciosos que objetivam tão-somente congestionar a rede (sim, existe gente com tempo e disposição para isso, pelo simples prazer de atravancar a vida alheia)?!

Admito que seja uma tarefa quase impossível, diante do volume de informações. Mas um pouco de bom senso pode ajudar, como em TODAS as situações da vida. Verificar a confiabilidade do remetente, checar a veracidade da informação, inteirar-se das datas e locais onde se alega haver ocorrido o fato são alguns parâmetros simples, que podem fazer a diferença entre ajudar a salvar uma vida e colaborar com hackers e baderneiros virtuais.

Uma comparação simples, que pode ser de grande ajuda: se fosse o caso de pegar o telefone e avisar os amigos, investindo tempo e dinheiro nisso, quantas dessas mensagens você passaria adiante?

Ajudar a divulgar situações reais é importante e funciona. Mas combatendo os “trotes”, com um pouco de atenção e cuidado, você também estará fazendo a sua parte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011



TÔ DENTRO – DO FACEBOOK AO MUNDO REAL

Que o universo das redes sociais é uma realidade que veio pra ficar quase todo mundo concorda. Negar essa tendência é arriscar-se a, talvez, nem perder o trem da História, que, como vimos observando desde que o mundo é mundo e registra por escrito suas façanhas, mitos, verdades e mentiras, é maior e mais dinâmica do que conseguimos imaginar; mas quem, em sã consciência, optaria por arriscar-se a viajar de pé nos últimos vagões?!

E parte da incorporação dessa nova ferramenta de comunicação passa pela desmitificação: aquela velha idéia de que as redes sociais congregam um monte de jovens (de todas as idades, diga-se de passagem) sem mais o que fazer do que passarem o dia anunciando aos quatrocentos ventos do cyberespaço que acabaram de acordar ou fazer cocô, ou que está fazendo frio ou calor.

Existe, sim, gente séria embarcando na onda das redes sociais, objetivando realizar negócios, conhecer pessoas, estabelecer relacionamentos e, por que não?!, MUDAR O MUNDO…

O que à primeira vista pode soar pretensioso, em uma análise minudenciada perde a pompa e ganha corpo.

Tome-se como exemplo o “TÔ DENTRO – Mobilização por Amor a Marataízes”.

Formado dentro do grupo Marataízes, do Facebook, o TÔ DENTRO é composto de usuários espalhados pelo mundo inteiro, irmanados em torno de propostas e ações de melhoria para a cidade de Marataízes.

Usuário = gente. Gente que, ao encontrar um “local” onde declarar em verso, prosa e imagens, seu amor por uma cidade, encontrou mais gente comungando desse amor. E foi esse sentimento, do qual conhecemos ainda tão pouco em nossa pequenez de seres em constante crescimento, o responsável pela gestação de idéias em prol do município. Calhou dessas idéias caírem ao alcance de pessoas que estão sempre esperando a oportunidade de fazer o bem com as próprias mãos, e olha o TÔ DENTRO nas ruas, mudando a paisagem e materializando um sentimento que começou “virtualmente”.

O movimento começou a tomar corpo em meados deste ano e já conta com três ações, duas em andamento e uma comcluída:

1-    Limpeza da área de restinga existente entre as praias da Barra e da Cidade nova – levada a cabo num domingo de sol, com “internautas” bem longe dos teclados e monitores, munidos de luvas, sacos de lixo e muita boa vontade – parcialmente realizada.

2-    Visita à Casa de Passagem, com distribuição de brinquedos e guloseimas, numa tarde de confraternização entre “internautas” e internos. Concluída.

3-    Coleta de livros para o acervo da Biblioteca Municipal, situada no Palácio das Águias, na Barra de Itapemirim. Esta ação ainda se encontra em vigor e você pode contribuir. Para maiores informações, basta acessar o grupo no Facebook: TÔ DENTRO – Mobilização por Amor a Marataízes.

Você pode então dizer: “Marataízes não é o mundo”, no que estaria coberto de razão.

Mas se nos condicionarmos a pensar que o “mundo” que ocupamos efetivamente mede menos de um metro quadrado, que é o espaço em que nos movemos, e que dispomos de todas as ferramentas necessárias para operar a melhora nesse metrinho quadrado de nada que nos cabe nesse latifúndio, não fica assim tão difícil.

A idéia é boa. E vale copiar.

Eu TÔ DENTRO, e você?!

domingo, 4 de setembro de 2011



NO ITORORÓ…

“Fui no Itororó beber água, não achei”…

Tá bom, não foi bem assim que aconteceu... de verdade, mesmo, eu fui parar na Lagoa de Boa Vista, ali na pontinha sul de Marataízes, já na divisa com Kennedy, em busca de belas fotos do entardecer. Não conhece o local?! Fica a sugestão. Algumas imagens podem ser vistas no meu blog: http://arroubosliterarios.blogspot.com.

De um lado, a lagoa, recebendo os raios dourados de um crepúsculo (sem vampiros ou lobisomens) repleto de espessas nuvens no longínquo horizonte, como robustas torres de um castelo escuro que parecia circundar meio orbe. Espetáculo gratuito e diário de uma natureza que não se cansa de crer que um dia inda a haveremos de respeitar. Nem por isso corriqueiro ou vulgar.

Do outro, o mar achocolatado e irrequieto, assolado pelo nordestão de setembro que já começa a dar as caras. Ao fundo, límpido e ignorante de ventos e correntes marinhas, o céu do nascente, à hora do poente, despedindo-se de mais um dia com um belíssimo degradê de azul, rosa e branco. Céu este que, um dia, me disseram, apresentar-se único em terras capixabas, sendo, por isso, o motivo de inspiração das cores e disposição das mesmas em nossa bandeira, que nos conclama a trabalhar e confiar. A história carece de confirmação e pode ser até que de veracidade. Mas é bela e edifica.

Eqüidistante a isso tudo, meus olhos maravilhados posicionam a lente da câmera, em busca do sonho de eternizar momentos, enquanto um senhor visivelmente embriagado me cutuca e puxa assunto.

“Apenas um bêbado chato”, terei pensado, num primeiro momento. Ou, como se diz por aí, terá sido a minha “primeira impressão”.

Meio a contragosto, emprestei-lhe os ouvidos, na esperança de que fosse breve. Afinal, pedindo licença para citar Reginaldo Rossi, “todo ‘bebum’ fica chato”. E o que me vem aos sentidos é uma torrente de emoções.

Atrás da máscara de bêbado, um pai comemora uma conquista esperada por onze anos: finalmente, depois de muito correr e recorrer, bufar, xingar, resmungar, orar, esperar e frustrar, abriram-se as portas para que a filha de onze anos tenha acesso a uma cirurgia esperada desde o seu nascimento: o mal a ser extirpado, de acordo com o pouco que pude compreender, é uma deformidade congênita que a menina traz no rosto, uma fealdade que, pelo embargo de sua voz, preferiria ver estampada em sua própria face (mostra os poucos dentes, como prova de uma promessa feita em prol da filha.

Atrás de uma primeira impressão desfavorável, uma segunda, comovida e solidária.

Apenas por parar por um instante e escutar, a surpresa de ouvir uma boa história “onde menos se espera”. A cara aparvalhada, a dicção prejudicada, os tapas no ombro com mão dura de pescador, os muitos copos de um alcoólico qualquer, ou vários; expressões de alívio de um pai que pode, finalmente respirar e repousar.

Humano, no melhor sentido da palavra…

=========================================

Ricardo Lemos é pai, filho, geminiano, escritor, jornalista, enxerido e avesso a primeiras impressões; enfim, um filho de Deus, como você. Atualmente publicando nos blogs Arroubos Literários, Olho Mágico 365 e TAMTA – incubadora de idéias. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


LAGOA DE BOA VISTA - MARATAÍZES - ES 

postagem auxiliar à coluna FILOSOFIA DE BUTIQUIM, do Jornal Aqui de 04 de setembro de 2011


Ao longo do caminho, um céu pesado de nuvens parece tocar o chão, formando cores indescritíveis e desenhos inusitados...




 O vento nordeste forte, típico da região nesta época do ano, enruga as águas plácidas da lagoa, formando belas texturas...



O entorno da lagoa compõe, juntamente com a luz que brinca de se esconder, cria uma paisagem que remete à paz e à tranquilidade...



Luz, nuvens e vento formam esculturas inacessíveis no céu de inverno...



Do lado oposto, as cores do céu remetem à bandeira capixaba...
"Trabalha e Confia"