sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
RICARDO LEMOS AI QUE SAUDADE DOCÊ CABANA MURUXA CUMURUXATIBA CO...
APRESENTAÇÃO SOLO
CUMURUXATIBA - BAHIA
CABANA MURUXA
JANEIRO DE 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
TIGRESA - POUSADA DAS CORES - CUMURUXATIBA - BAHIA
APRESENTAÇÃO SOLO
POUSADA DAS CORES
CUMURUXATIBA - BAHIA
JANEIRO DE 2012
NÃO CHORES MAIS - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA
APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL : RICARDO (Gelato Café)
ENTRE A SERPENTE E A ESTRELA - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA
APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012
WISH YOU WERE HERE - GELATO CAFÉ - CUMURUXATIBA - BAHIA
APRESENTAÇÃO SOLO
GELATO CAFÉ
CUMURUXATIBA - BAHIA
03 DE JANEIRO DE 2012
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL : RICARDO
VÍDEO - CHÃO DE GIZ - POUSADA DAS CORES - CUMURUXATIBA - BAHIA
APRESENTAÇÃO SOLO NO REVEILLON 2012
POUSADA DAS CORES
CUMURUXATIBA - BAHIA
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
FILOSOFIA DE BUTIQUIM - 14/12/2011 - COMUNICAÇÃO
Mundo estranho este em que vivemos.
Dia desses, estarreceu-me a manchete, lida “en passant”, anunciando que um menino de
9 anos fora suspenso da escola, por haver dito que a professora era
“bonitinha”.
Em nome da moral e dos bons costumes, e o significado
disso, feliz ou infelizmente, varia de cidadão para cidadão, cidade para
cidade, estado e assim sucessivamente, a Escola entendeu a ponderação do menino
como “uma forma de assédio sexual”, colocando uma criança de 9 anos no mesmo
patamar de um Bill Clinton ou daquele alto executivo do FMI, afastado por
compelir uma camareira de hotel em Nova Iorque a manter consigo um intercurso
sexual.
“Bonitinho”, na minha opinião, é diminutivo de feio. Mas
ninguém é obrigado a concordar com ela. Como diz Quintana, “A gente pensa uma coisa, acaba
escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa
tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi
propriamente dita.”
O
menino disse o que disse, sabe-se lá se o que pensou.
Eu, mesmo, não vi foto da
dita mestra, pra emitir meu parecer sobre a beleza da tal. Mas, entrasse ele
com duas pistolas automáticas na mão, atirando a esmo e dando cabo à própria
vida com a última bala, e estaria muito mais acorde com o espírito de uma
sociedade que coloca o puritanismo em muito mais alta conta que o “não
matarás”.
E eu desejo sinceramente que ele não venha um dia a fazê-lo.
É, Quintana...
A COISA tá esquisita...
Ricardo Lemos é pai, filho,
geminiano, escritor, jornalista, e tem tomado muito cuidado com o que fala...
domingo, 11 de dezembro de 2011
TE CUIDA, CHICO
Certa feita, estava a passar
a virada de ano em Prado, litoral sul da Bahia, mais precisamente no Beco das
Garrafas, ao fim do qual um rapaz executava um belo trabalho de voz e violão,
quando se aproxima um guri de seis anos e puxa papo. Não me lembro como foi que
ele começou, criança puxando assunto é quase sempre mais interessante que o
próprio assunto que se puxa. Sei que culminou numa revelação:
- É que eu queria que ele
tocasse uma música, mas eu acho que ele não vai…
- Que música você quer?
Ele disfarça, abaixa um
pouco o tom de voz e confidencia discretamente: - “Caubói Viado”.
Olhamo-nos. Pensamos juntos:
- Tomara que não!
Explicamos que não era um
tipo de música legal para quem estava ali, que ele podia ouvir com os
amiguinhos, essas coisas que são sempre mais fáceis de conversar com filho dos
outros. Ele foi bastante receptivo. Compreensivo, até, eu diria. Fez aquele ar
superior que criança faz quando não entende adulto e balbucia um “tudo bem”,
como quem diz “eu deixo você me vencer. Por enquanto…”, sorriu e se despediu.
Mal se virou na direção da
mesa dos pais, anunciou em alta voz, balançando negativamente a cabeça, com
aquela cara ensaiadíssima de simulada indignação resignada:
- Ele só toca LPB…
Natural que ele não soubesse
exatamente o que significa MPB.
Mas, pensando bem, nem eu… M
de Música, B de brasileira; até aí fica fácil concordar. Mas não me lembro de
já ter ouvido rumores de Chico Buarque no Cachoeiro X Marataízes. Nem no
Executivo. Ou qualquer coisa na voz de Elis Regina na quermesse do bairro. Ou
Djavan na rádio poste. Quem, em sã consciência, então, tentará me convencer de
que o tal “P” do meio da sigla representa popular?!
Popular virou POP, ficou
moderno e hoje pode ter a cara que o ouvinte bem entender. E MPB, no bem entender
da grande maioria dos ouvintes, acabou se transformando num conceito pessoal,
aliado a uma idéia de antiguidade: mais ou menos como algo que se gostava de
ouvir há um ano ou dois, que sumiu da mídia após os 15 minutos de fama
meteórica instantânea. O que era “palatável” há dois anos acaba se
transformando em clássico, o que pode ser entendido, pelos mais críticos, como
um sinal de que a produção piorou consideravelmente nesse meio tempo. Ou, pelos
menos, como simples nostalgia.
O fato é que o LPB rola
solto por aí: pra uns é lixo, pra outros é luxo e viva a biodiversidade e o
fone de ouvido.
E só agora me ocorre que
essa história aconteceu há uns 6 anos. Tempo mais que suficiente para que o
“Caubói Viado” do menino (Luciano, o nome dele, que deve estar à beira de
completar 12 e vai saber que tipo de LPB anda curtindo por aí) já possa ser
considerado MPB.
Ou não…
Com as leis que o governo
anda tentando “passar”, ultimamente, eu não me arrisco a prever mais nada…
“A nossa música nunca mais
tocou.” – Cazuza
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
MARELIM CAGÃO

Tava eu de prosa no passeio, com o vizinho mais o moleque dele.
Manhã de sábado de movimento pouco. Ou, como diz o outro, "um movimento parado"... (não confundir com o ZÔTO, que é outra coisa completamente diferente. O ZÔTO é aquele que fala mal de você, de preferência mentiras cabeludas; "o outro" é aquele cara que fala largadão, desleixado e cheio de jargões. Morremos de vontade de ser igual a ele, mas falta-nos a coragem. Só pode ser por isso que o citamos tanto.)
Ele cruzou a rua com cara de mau...
Ou de fome...
Chamei, ele veio. Meio desconfiado...
Carinho quis...
Comida, então, nem se fala...
Aí chegou aquela cliente de ontem, cujo cartão não passara, por inépcia deste que vos fala, comprou o dobro do que teria comprado ontem, pagou em dinheiro (embora devidamente informada de que eu já "consertara" a máquina).
À saída, assuntou com o vizinho (eram já conhecidos) sobre o magrelinho de orelha em pé e rabo inquieto, girando excêntrica e freneticamente, que o bicho estava feliz e é sempre um gancho pra puxar assunto.
Breve relato sobre o ocorrido, sabe como é homem contando história, e ela me passa a mão no cãozito e o enfia no carro, meio entre hesitar e querer muito.
- Vou levar...
A menina, no banco da frente, não queria de jeito nenhum. Mas o menino, o dela, bom explicar porque o do vizinho ainda está na cena, curvou-se cheio de zelo e carinho sobre o pequerrucho, acariciando-lhe a cabecinha, recebendo em troca aquela cauda de helicóptero e aquele olhar mais pidão do mundo. Eram amigos de infância desde sempre. Em vão os protestos da menina.
E foi-se o "marelim" embora pro seu novo lar, com seu novo amigo...
CAGÃO de sortudo, claro... como diz o outro...
E eu espero que só por isso, senão coitada da moça...
Tá aí: uma história com começo feliz...
E REAL...
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
AMADOR
Dia desses li, num post ou
num poste, quase já não faz mais diferença, que, ao ser AUTODIDATA, o sujeito
assume, também, a responsabilidade por tudo aquilo que IGNORA...
Não discordo, chegaria a
endossar, mas, para tirar o peso, já que é domingo, digamos que eu esteja
apreciando a experiência de descobrir-me um AMADOR...
Um AMADOR na cozinha, na
música, na escrita, nos retratos. Na falta de um sufixo “ista” para cada uma
das atividades, justo hoje, que vivemos um momento em que falta muito pouco
para precisarmos de especialistas na especificidades da especialidade, ou, em
outros termos, de nos encaminharmos para um médico especialista em dedo
mindinho do pé esquerdo, por exemplo, fazer por AMOR... e COM AMOR.
E é com AMOR que, neste
artigo, me dedico ao meu mais novo amadorismo: a ORNITOLOGIA.
O
CHUPIM
“O chupim (Molothrus bonariensis) é uma ave passeriforme da família Icteridae.
Os machos de tais animais possuem uma coloração aparentemente preta(...)”,
colarinho branco, gravata, “enquanto as fêmeas são mais pardacentas e menos
reluzentes. Seu vôo é digno” de estardalhaços e CPIs. “Conseguem se comunicar
com sua família e retribuir carinho através de(...) botijões de gás, milheiros
de lajota, cargos públicos, estatais, dinheiro da merenda, enfim...
“O chupim é conhecido pelo hábito de colocar
seus ovos no ninho de outras aves, para que as mesmas possam chocá-los,
criá-los e alimentá-los como filhotes. Por isso acabou virando sinônimo de
aproveitador. São diversas as espécies parasitadas por essa ave, mas a mais
comum de se ver alimentando um filhote de chupim, é” o CONTRIBUINTE, que, em
sua forma ELEITOR ainda favorece a reprodução dos mesmos.
Ano que vem é temporada, e
vamos nós, de novo, testemunhar ridículas danças de acasalamento nas TVs e nas
peruinhas de som.
Parte do texto acima foi
“chupado” da Wikipédia. Não deve ser um pecado assim tão grave para um amador;
já vi renomados especialistas fazendo o mesmo...
O fato é que o chupim,
entra ano, sai ano, entra “des”, sai “governo”, muda de cor e entra em qualquer
lugar... menos em EXTINÇÃO.
Faça a sua parte:
INFORME-SE!!!
PAZ!!!
...com Deus!!!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
CULTURA E ANTROPOFAGIA
CENA 1
ANTROPÓFAGO ACULTURADO: Aquele Shinyashiki não me caiu bem... E ainda dizem que japonês é leve...
ESPOSA DO ANTROPÓFAGO ACULTURADO: É esse tempero brasileiro! Eu vivo te falando, mas não adianta...
CORTA PARA EXTERNA
sábado, 26 de novembro de 2011
FALTA
DE ASSUNTO
A verdade é que falta de
assunto é um assunto que deixou de existir há muito tempo...
Somos e fazemos questão de
ser o assunto.
O Grande Irmão está de olho
em todos, o tempo todo, e isso requer maneiras cada vez mais elaboradas de lhe
chamar a atenção, seja com fotos, vídeos, frases de efeito... enfim, factoides,
dos quais nos tornamos todos criadores, no momento em que passamos a participar
efetivamente de uma rede social virtual.
Mudou a mídia, ou, se
quisermos um nome em “brasileiro”, mudaram os meios em que se propagam as
ideias; os fóruns atenienses se davam em praça pública. Os fóruns atuais se dão
nas praças públicas... e nos trens, aviões, escritórios, residências, msns,
orkuts, facebooks e quantos books mais houver on the table.
Continua sendo gente
comunicando ideias, próprias ou de outrem, embora hoje com uma capacidade de
alcance infinitamente superior à do tempo de Caminha, por exemplo. E El-Rey,
que, diz-se, prescindia da faculdade da leitura, estaria em maus lençóis
hodiernamente.
E, na condição de também
espectadores da história de todos os que nos cercam (aqui entenda-se o mundo,
porque a História do planeta ficou muito mais interessante depois da chegada do
ser humano; infira-se, caso deseje, que desde que a História é História,
andamos a fuçar a vida das pessoas) real e virtualmente, o acesso à informação
beira o infinito.
Haverá, naturalmente, todo
tipo de informação. O que também não é novidade, quando vemos o Apóstolo Paulo
exortando seus leitores a examinar tudo e reter o que é bom. Na pracinha da
cidade, no boteco, no baile funk, no TV ou na internet, a recomendação é a
mesma. E uma análise racional da recomendação decerto encontrará eco em nossas
consciências, uma vez que se trata da aplicação do bom senso, pura e
simplesmente. E, se é bom, é bom pra quase todo mundo...
A grande diferença está, e é
isso que torna bela a complexidade do ser humano, no que cada um considera
BOM... mas aí já é outra história...
Bom senso que se deve
aplicar, igualmente, no momento de ser o assunto; na hora de produzir a
informação.
Não são regras de etiqueta,
mesmo porque não me considero a pessoa mais indicada para versar sobre o
assunto, Glorinha Khalil que me perdoe.
Mas não é difícil imaginar
que não se deve postar em seu mural, ou onde quer que seja, algo que vc não
diria num almoço em família, por exemplo, ou em seu status do msn algo que vc
não gritaria pela sua janela, e assim sucessivamente. Ou algo que você não
gostaria de ler aqui.
Simples assim. Ou, pelo
menos, já é um bom começo...
Eu ia começar a falar sobre
o OLHO GRANDE VIRTUAL, mas acabou o espaço. Fica pra semana que vem...
BOM DOMINGO!!!
EXCELENTE SEMANA!!!
PAZ!!!
...COM DEUS!!!
A
SUA PARTE
Primeiramente cabe-me pedir
licença ao caro leitor da minha querida amiga Luciana Fernandes para invadir
esse espaço (com a anuência da mesma, naturalmente). E tranquiliza-lo quanto à
mudança: trata-se de uma troca temporária de publicação, para dar uma
“remexida”, uma arejada nas ideias. Luciana aparece, excepcionalmente esta
semana, na edição do próximo domingo, anote aí. E na semana que vem volta tudo
ao normal.
Há algum tempo venho batendo
na tecla do poder de mobilização e transformação da internet em nossas vidas.
Não é um modismo passageiro, não se trata mais de uma simples brincadeira de
jovens desocupados, como muitos ainda a veem: trata-se de uma realidade que
veio para ficar, avança vorazmente sobre absolutamente TODOS os campos do
conhecimento humano e numa velocidade inimaginável para a maioria. E
encontra-se cada vez mais disponível, em todas as faixas etárias e sociais.
Não demora muito e o cinema
catástrofe deixará de lado os vilões verdes e gosmentos, vindos de outros
planetas ou de alguma mutação genética derivada de nossa própria imprevidência,
e passará a produzir filmes com vilões virtuais, insignificantes combinações de
bits e bytes, zeros e uns, que sequer existem fisicamente: os vírus. E não
ficaria difícil imaginar uma história sombria em que o novo fim do mundo (já
que esse povo adora falar disso) começaria com uma pane geral na grande rede em
nível mundial. É bem possível que esse filme até já exista e esteja em cartaz.
Ou já seja notícia velha. Caso contrário, fica a ideia.
Por outro lado, e deixando
de lado a catástrofe, a quantidade de boas notícias (que geral e infelizmente
não encontram espaço com generosidade na grande mídia), grandes iniciativas e
projetos para benefício do bicho Homem, bem como pequenas e isoladas ações bem
sucedidas, é igualmente avassaladora.
A notícia, esta semana , de
que a divulgação via facebook foi fundamental para que a família encontrasse um
rapaz vítima de sequestro em São Paulo, de certa forma, é emblemática e um bom
ponto de partida. Diariamente somos assolados pelos chamados “spams”, mensagens
em massa, enviadas indiscriminadamente pela rede, seja por e-mail ou redes sociais;
todos já recebemos mensagens solicitando ajuda para encontrar pessoas
desaparecidas, sequestradas.
No caso de Renan Fogaça
Alípio, tratava-se de um apelo real, de um caso que realmente estava
acontecendo e que, felizmente, teve um desfecho favorável, no tocante ao
encontro da vítima. Ou seja, era verdade. Mas diante de tantas notícias falsas
que nos chegam a todo instante, como discernir entre situações verdadeiras e
simples spams maliciosos que objetivam tão-somente congestionar a rede (sim,
existe gente com tempo e disposição para isso, pelo simples prazer de
atravancar a vida alheia)?!
Admito que seja uma tarefa
quase impossível, diante do volume de informações. Mas um pouco de bom senso
pode ajudar, como em TODAS as situações da vida. Verificar a confiabilidade do
remetente, checar a veracidade da informação, inteirar-se das datas e locais
onde se alega haver ocorrido o fato são alguns parâmetros simples, que podem
fazer a diferença entre ajudar a salvar uma vida e colaborar com hackers e
baderneiros virtuais.
Uma comparação simples, que
pode ser de grande ajuda: se fosse o caso de pegar o telefone e avisar os
amigos, investindo tempo e dinheiro nisso, quantas dessas mensagens você
passaria adiante?
Ajudar a divulgar situações
reais é importante e funciona. Mas combatendo os “trotes”, com um pouco de
atenção e cuidado, você também estará fazendo a sua parte.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
TÔ
DENTRO – DO FACEBOOK AO MUNDO REAL
Que o universo das redes
sociais é uma realidade que veio pra ficar quase todo mundo concorda. Negar
essa tendência é arriscar-se a, talvez, nem perder o trem da História, que,
como vimos observando desde que o mundo é mundo e registra por escrito suas
façanhas, mitos, verdades e mentiras, é maior e mais dinâmica do que
conseguimos imaginar; mas quem, em sã consciência, optaria por arriscar-se a
viajar de pé nos últimos vagões?!
E parte da incorporação
dessa nova ferramenta de comunicação passa pela desmitificação: aquela velha
idéia de que as redes sociais congregam um monte de jovens (de todas as idades,
diga-se de passagem) sem mais o que fazer do que passarem o dia anunciando aos
quatrocentos ventos do cyberespaço que acabaram de acordar ou fazer cocô, ou
que está fazendo frio ou calor.
Existe, sim, gente séria
embarcando na onda das redes sociais, objetivando realizar negócios, conhecer
pessoas, estabelecer relacionamentos e, por que não?!, MUDAR O MUNDO…
O que à primeira vista pode
soar pretensioso, em uma análise minudenciada perde a pompa e ganha corpo.
Tome-se como exemplo o “TÔ
DENTRO – Mobilização por Amor a Marataízes”.
Formado dentro do grupo
Marataízes, do Facebook, o TÔ DENTRO é composto de usuários espalhados pelo
mundo inteiro, irmanados em torno de propostas e ações de melhoria para a
cidade de Marataízes.
Usuário = gente. Gente que,
ao encontrar um “local” onde declarar em verso, prosa e imagens, seu amor por
uma cidade, encontrou mais gente comungando desse amor. E foi esse sentimento,
do qual conhecemos ainda tão pouco em nossa pequenez de seres em constante
crescimento, o responsável pela gestação de idéias em prol do município. Calhou
dessas idéias caírem ao alcance de pessoas que estão sempre esperando a
oportunidade de fazer o bem com as próprias mãos, e olha o TÔ DENTRO nas ruas,
mudando a paisagem e materializando um sentimento que começou “virtualmente”.
O movimento começou a tomar
corpo em meados deste ano e já conta com três ações, duas em andamento e uma
comcluída:
1-
Limpeza da área de restinga existente entre
as praias da Barra e da Cidade nova – levada a cabo num domingo de sol, com
“internautas” bem longe dos teclados e monitores, munidos de luvas, sacos de
lixo e muita boa vontade – parcialmente realizada.
2-
Visita à Casa de Passagem, com distribuição
de brinquedos e guloseimas, numa tarde de confraternização entre “internautas”
e internos. Concluída.
3-
Coleta de livros para o acervo da Biblioteca
Municipal, situada no Palácio das Águias, na Barra de Itapemirim. Esta ação
ainda se encontra em vigor e você pode contribuir. Para maiores informações,
basta acessar o grupo no Facebook: TÔ DENTRO – Mobilização por Amor a
Marataízes.
Você pode então dizer:
“Marataízes não é o mundo”, no que estaria coberto de razão.
Mas se nos condicionarmos a
pensar que o “mundo” que ocupamos efetivamente mede menos de um metro quadrado,
que é o espaço em que nos movemos, e que dispomos de todas as ferramentas
necessárias para operar a melhora nesse metrinho quadrado de nada que nos cabe
nesse latifúndio, não fica assim tão difícil.
A idéia é boa. E vale
copiar.
Eu TÔ DENTRO, e você?!
domingo, 4 de setembro de 2011
NO
ITORORÓ…
“Fui no Itororó beber água, não achei”…
Tá bom, não foi bem assim que aconteceu... de verdade,
mesmo, eu fui parar na Lagoa de Boa Vista, ali na pontinha sul de Marataízes,
já na divisa com Kennedy, em busca de belas fotos do entardecer. Não conhece o
local?! Fica a sugestão. Algumas imagens podem ser vistas no meu blog: http://arroubosliterarios.blogspot.com.
De um lado, a lagoa, recebendo os raios dourados de um
crepúsculo (sem vampiros ou lobisomens) repleto de espessas nuvens no longínquo
horizonte, como robustas torres de um castelo escuro que parecia circundar meio
orbe. Espetáculo gratuito e diário de uma natureza que não se cansa de crer que
um dia inda a haveremos de respeitar. Nem por isso corriqueiro ou vulgar.
Do outro, o mar achocolatado e irrequieto, assolado pelo
nordestão de setembro que já começa a dar as caras. Ao fundo, límpido e
ignorante de ventos e correntes marinhas, o céu do nascente, à hora do poente,
despedindo-se de mais um dia com um belíssimo degradê de azul, rosa e branco.
Céu este que, um dia, me disseram, apresentar-se único em terras capixabas,
sendo, por isso, o motivo de inspiração das cores e disposição das mesmas em
nossa bandeira, que nos conclama a trabalhar e confiar. A história carece de
confirmação e pode ser até que de veracidade. Mas é bela e edifica.
Eqüidistante a isso tudo, meus olhos maravilhados
posicionam a lente da câmera, em busca do sonho de eternizar momentos, enquanto
um senhor visivelmente embriagado me cutuca e puxa assunto.
“Apenas um bêbado chato”, terei pensado, num primeiro
momento. Ou, como se diz por aí, terá sido a minha “primeira impressão”.
Meio a contragosto,
emprestei-lhe os ouvidos, na esperança de que fosse breve. Afinal, pedindo
licença para citar Reginaldo Rossi, “todo ‘bebum’ fica chato”. E o que me vem
aos sentidos é uma torrente de emoções.
Atrás da máscara de bêbado,
um pai comemora uma conquista esperada por onze anos: finalmente, depois de
muito correr e recorrer, bufar, xingar, resmungar, orar, esperar e frustrar,
abriram-se as portas para que a filha de onze anos tenha acesso a uma cirurgia
esperada desde o seu nascimento: o mal a ser extirpado, de acordo com o pouco
que pude compreender, é uma deformidade congênita que a menina traz no rosto,
uma fealdade que, pelo embargo de sua voz, preferiria ver estampada em sua
própria face (mostra os poucos dentes, como prova de uma promessa feita em prol
da filha.
Atrás de uma primeira
impressão desfavorável, uma segunda, comovida e solidária.
Apenas por parar por um
instante e escutar, a surpresa de ouvir uma boa história “onde menos se
espera”. A cara aparvalhada, a dicção prejudicada, os tapas no ombro com mão
dura de pescador, os muitos copos de um alcoólico qualquer, ou vários;
expressões de alívio de um pai que pode, finalmente respirar e repousar.
Humano, no melhor sentido da
palavra…
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Ricardo Lemos é pai, filho,
geminiano, escritor, jornalista, enxerido e avesso a primeiras impressões; enfim,
um filho de Deus, como você. Atualmente publicando nos blogs Arroubos
Literários, Olho Mágico 365 e TAMTA – incubadora de idéias.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
LAGOA DE BOA VISTA - MARATAÍZES - ES
postagem auxiliar à coluna FILOSOFIA DE BUTIQUIM, do Jornal Aqui de 04 de setembro de 2011
Ao longo do caminho, um céu pesado de nuvens parece tocar o chão, formando cores indescritíveis e desenhos inusitados...
O vento nordeste forte, típico da região nesta época do ano, enruga as águas plácidas da lagoa, formando belas texturas...
O entorno da lagoa compõe, juntamente com a luz que brinca de se esconder, cria uma paisagem que remete à paz e à tranquilidade...
Luz, nuvens e vento formam esculturas inacessíveis no céu de inverno...
Do lado oposto, as cores do céu remetem à bandeira capixaba...
"Trabalha e Confia"
"Trabalha e Confia"
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